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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Cidades

Golpe do falso advogado retira R$ 23 mil de paciente em tratamento no RN

Valores seriam utilizados para custear exames médicos vitais fora do SUS. Criminosos utilizaram dados de processo real para enganar a vítima em Mossoró.

Mulher de cabelos curtos grisalhos e blusa azul-marinho aparece ao lado de um homem de cabelos grisalhos e camiseta verde.
Helena Maria, que enfrenta tratamento oncológico, teve suas economias levadas por criminosos em Mossoró. · Foto: Reprodução/Portal Mossoró Urgente

Uma mulher em tratamento oncológico perdeu R$ 23 mil após ser alvo de um estelionato em 21 de outubro de 2026, em Mossoró, no Oeste do Rio Grande do Norte. O montante, subtraído por criminosos que se passaram por um representante jurídico, era reservado para despesas médicas essenciais, incluindo exames não cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A vítima, identificada como Helena Maria, estava nas dependências do Hospital Wilson Rosado no dia 21 de outubro de 2026 quando recebeu o contato telefônico. Os fraudadores utilizaram informações fidedignas sobre um processo judicial que ela movia, o que deu credibilidade à farsa e levou a mulher a compartilhar dados bancários sensíveis.

O prejuízo consolidado atingiu R$ 23 mil, resultado da subtração de R$ 16 mil de sua conta corrente e da contratação indevida de um empréstimo de R$ 7,2 mil em seu nome. A situação agrava a vulnerabilidade da família, visto que Helena Maria enfrenta uma reincidência do câncer, agora com metástase pulmonar, enquanto seu marido encontra-se desempregado.

Este tipo de fraude ocorre mediante a obtenção de dados reais sobre ações em tramitação na Justiça. Os criminosos simulam a liberação de valores a receber para induzir as vítimas a realizarem transações ou fornecerem acessos. Especialistas em segurança reforçam que instituições jurídicas legítimas jamais solicitam senhas ou pagamentos antecipados para liberação de alvarás.

A recomendação das autoridades policiais é cautela absoluta diante de qualquer contato telefônico sobre processos judiciais. Em caso de suspeita, o cidadão deve encerrar a ligação e procurar diretamente o advogado responsável pelo caso ou os canais oficiais do tribunal. Movimentações indevidas devem ser imediatamente contestadas junto à instituição financeira acompanhadas de um boletim de ocorrência.

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