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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Cidades

Investigação apura suposta fraude documental e falsificação de assinaturas na Justiz

Ministério Público determina novas diligências em inquérito que apura irregularidades cometidas pela empresa contra a Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte.

Fachada do prédio da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte.
Sede da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte em Natal. · Foto: MP-RN pede novas diligências no inquérito que apura suposta falsificação de documentos atribuídos a psicólogas terceirizadas pela empresa | Reprodução

A empresa Justiz Terceirização de Mão de Obra Ltda, anteriormente denominada Releecun Serviços Eireli, tornou-se alvo de uma investigação criminal por suspeitas de falsificação de documentos e um esquema articulado para ludibriar a Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte (DPE-RN). O caso, que impactou diretamente a dignidade e a estabilidade financeira de profissionais terceirizadas, teve um desdobramento importante nesta quinta-feira, 22/10/2026, com o prosseguimento das diligências determinadas pelo Ministério Público.

No dia 8 de outubro de 2026, o promotor de Justiça Jovino Pereira da Costa Sobrinho, da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Natal, solicitou que a Polícia Civil intensifique as investigações sobre crimes contra a fé pública. O inquérito apura a inserção de assinaturas falsas em folhas de pagamento e recibos, manobra utilizada para encobrir atrasos salariais recorrentes que deixaram psicólogas sem remuneração e sem acesso a contracheques legítimos durante o período de prestação de serviço ao órgão público.

O esquema, que veio à tona originalmente em setembro de 2020, operava através da apresentação de agendamentos bancários como se fossem pagamentos efetivados. Enquanto a empresa alegava à Defensoria Pública que os valores haviam sido quitados, as profissionais relatavam a ausência de recursos em suas contas. A gravidade da situação levou a DPE-RN a aplicar uma penalidade de suspensão temporária de participação em licitações contra a prestadora, além de encaminhar as provas ao MP-RN, dando início à apuração criminal que segue em curso.

Para o próximo ciclo de 90 dias, a investigação foca na oitiva de gestores e servidores, além da possível perícia técnica nos documentos originais. A Justiz Terceirização de Mão de Obra Ltda, em nota, nega as práticas de falsificação e afirma que as profissionais teriam reconhecido suas assinaturas durante depoimentos recentes em maio e junho de 2026, reiterando que os atrasos foram decorrentes de dificuldades financeiras e que as obrigações trabalhistas já foram integralmente sanadas.

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