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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Cidades

Reservatórios do RN operam com menos da metade da capacidade total

Estado registra 46,1% de volume acumulado em 12/10/2026. Apesar da alta anual, cinco reservatórios enfrentam seca extrema.

Barragem de Oiticica em Jucurutu captada em foto do governo estadual.
Barragem de Oiticica, em Jucurutu — Foto: Humberto Sales/Governo do RN

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) informou que os reservatórios do Rio Grande do Norte acumulam 46,1% da sua capacidade total de armazenamento nesta segunda-feira, 12/10/2026. A decisão de monitorar e divulgar estes dados é fundamental para a gestão dos recursos hídricos, uma vez que o volume atual de 2.377,68 hectômetros cúbicos (hm³), de uma capacidade total de 5.157,62 hm³, impacta diretamente o abastecimento da população e a produtividade no campo.

O índice representa um acréscimo de 2,24 pontos percentuais em comparação ao registrado em 12 de outubro de 2025, quando o nível era de 43,86%. Entretanto, o cenário requer cautela, pois os indicadores atuais permanecem inferiores aos observados nos mesmos períodos de 2023, quando o volume era de 55,6%, e de 2024, que atingiu 68,94%.

Entre as principais estruturas, a barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, em Assú, mantém 880,57 hm³, o que corresponde a 37,11% da sua capacidade. Em cenários mais favoráveis, a barragem de Oiticica, em Jucurutu, apresenta 69,28%, enquanto o reservatório Santa Cruz do Apodi, em Apodi, detém 67,67%.

A realidade é crítica em outras regiões do estado, onde cinco reservatórios aparecem como secos no monitoramento da Semarh: Itans, em Caicó; Passagem das Traíras, em São José do Seridó; Dourado, em Currais Novos; Caldeirão de Parelhas, em Parelhas; e Mundo Novo, em Caicó.

A situação de vulnerabilidade se estende a reservatórios com menos de 10% de ocupação, como Jesus Maria José, em Tenente Ananias (1,04%), Alecrim, em Santana do Matos (1,43%), Esguicho, em Ouro Branco (4,4%), Boqueirão de Parelhas (7,04%) e Sabugi, em São João do Sabugi (7,11%). O monitoramento contínuo é essencial para garantir a resiliência das comunidades afetadas.

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