Casos de dengue crescem 39,2% em Natal e vacinação segue baixa
Aumento dos registros em Natal ascende sinal de alerta, enquanto postos de saúde observam baixa procura pela vacina Qdenga entre o público de 10 a 14 anos.
O avanço dos casos de dengue em Natal, que registrou uma alta de 39,2% no número de confirmações em comparação ao ano de 2025, impõe novos desafios à gestão pública e à proteção da população. Em balanço consolidado até o sábado, 17 de outubro de 2026, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) reportou 639 diagnósticos positivos na capital, elevando a preocupação com a vigilância sanitária diante da proximidade do verão.
Os indicadores epidemiológicos revelam que o cenário exige atenção constante, com um total de 1.630 casos prováveis contabilizados até 21 de outubro de 2026. Embora a cidade não tenha registrado óbitos decorrentes da doença neste ano, a taxa de incidência de 216,78 por 100 mil habitantes ressalta a necessidade de engajamento social na prevenção.
Um dos pontos críticos identificados pelas autoridades é a baixa adesão à vacinação. Na Unidade Básica de Saúde (UBS) de Brasília Teimosa, a demanda média é de apenas 20 doses por mês. Segundo Vicentina Gurgel, responsável técnica pela sala de vacinação, apesar das iniciativas em escolas, a procura espontânea permanece reduzida. Cenário semelhante é observado na UBS São João, no Tirol, onde foram aplicadas 135 doses entre 1 de julho de 2026 e 30 de setembro de 2026.
A vacina Qdenga, disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é voltada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Lorena de Souza Araújo, chefe do Setor de Vigilância Epidemiológica da SMS, reforça que o imunizante segue disponível em todas as unidades de saúde da capital, além dos postos fixos instalados no Midway Mall e no Partage Norte Shopping.
Para além da imunização, o combate ao mosquito Aedes aegypti é essencial para frear a disseminação das arboviroses. Luciano Pereira, chefe da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) de Natal, orienta a população a eliminar focos de água parada, realizar a vedação de caixas d'água e manter a limpeza constante de calhas e ralos. Medidas simples de barreira física e o uso de repelentes continuam sendo fundamentais para proteger as famílias natalenses.
O estado do Rio Grande do Norte também apresenta crescimento nos números de dengue, com uma alta de cerca de 20% em 2026 segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). Na capital, os dados do Ministério da Saúde alertam ainda para o acompanhamento dos sintomas: febre repentina, dores musculares e articulares, prostração e dor atrás dos olhos. Ao identificar qualquer sinal de alerta, a recomendação é a busca imediata por atendimento médico.

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