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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Ciência & Saúde

Exame de sangue para diagnóstico de Alzheimer chega ao Hospital Moinhos de Vento

Tecnologia inédita promete detectar a doença com 90% de precisão, oferecendo uma alternativa menos invasiva e mais acessível aos pacientes brasileiros.

Equipamento de laboratório realizando análise de amostra de sangue para diagnóstico médico.
O novo exame de sangue utiliza a proteína p-tau217 como biomarcador para o diagnóstico precoce do Alzheimer. · Foto: krisanapong detraphiphat/GettyImages

O Hospital Moinhos de Vento, localizado em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, iniciou a oferta de um exame de sangue capaz de auxiliar no diagnóstico do Alzheimer, conforme anunciado na quinta-feira, 15 de outubro de 2026. A nova tecnologia, aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), promete revolucionar a detecção da doença ao atingir uma precisão superior a 90%.

Diferente dos métodos tradicionais, que exigem procedimentos invasivos ou de alto custo — como a coleta de LCR por punção lombar ou exames de imagem de PET —, a nova abordagem analisa a proteína p-tau217. Este marcador biológico indica o acúmulo de placas de beta-amiloide no cérebro, permitindo uma identificação mais célere dos processos biológicos associados à condição.

Eduardo Zimmer, Head de Pesquisa da Unidade de Neurociência do Hospital Moinhos de Vento, destaca que o recurso atua como uma alternativa custo-efetiva e transformadora. Segundo o especialista, o método passou por rigorosas etapas de validação laboratorial, confirmando sua eficácia como ferramenta de suporte à avaliação clínica e ao histórico do paciente.

Atualmente, o serviço é restrito à rede privada, mas o Hospital Moinhos de Vento planeja integrar o exame ao SUS e a planos de saúde por meio do PROADI-SUS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde). Em nota à CNN Brasil, o Ministério da Saúde ressaltou que a incorporação ao sistema público depende da análise técnica da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS), que avalia critérios como impacto orçamentário e evidências científicas. Até 17/10/2026, não houve submissão formal para esta finalidade.

Sob supervisão de Thiago Félix

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