Rio Grande do Norte projeta 1.160 novos casos de câncer de mama até 2028
Estado ocupa a 5ª posição no Nordeste; Lei nº 15.377/2026 garante folga remunerada para exames preventivos.
O Rio Grande do Norte projeta o diagnóstico de 1.160 novos casos de câncer de mama no triênio entre 2026 e 2028, ocupando a quinta posição entre os estados do Nordeste. O cenário, divulgado em 15 de outubro de 2026, reforça a urgência da detecção precoce e da adesão aos exames de rotina para reduzir o impacto da doença na vida das mulheres potiguares.
Para facilitar o acesso ao diagnóstico, a Lei nº 15.377/2026 assegura aos trabalhadores o direito a três dias de ausência remunerada a cada 12 meses para a realização de procedimentos preventivos. A norma, que está em vigor desde abril, também obriga empresas a promoverem ações educativas sobre o câncer de mama, de próstata e o HPV.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é o tipo mais frequente entre brasileiras, com uma estimativa de 78.610 novos casos anuais no país. A implementação da legislação trabalhista busca equilibrar a produtividade com o zelo pela integridade física dos colaboradores.
Túlio Chaves, especialista em Direito Trabalhista, destaca que o benefício exige apenas a comprovação documental do comparecimento aos exames. Em paralelo, Anna Karenina Dantas, diretora da DPi no RC Hub, alerta que as empresas devem resguardar a privacidade, solicitando estritamente os documentos necessários para a justificativa de ausência, evitando a exposição de prontuários clínicos.
O descumprimento da norma pode levar à intervenção do Ministério do Trabalho. Eduardo Martins, docente de Enfermagem na Estácio, reforça que a mamografia segue como o padrão-ouro de rastreamento, complementada por hábitos saudáveis como alimentação equilibrada e a prática de atividades físicas para o controle do risco oncológico.

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