SUS começa a distribuir nove medicamentos oncológicos de alto custo
Medida beneficia pacientes com câncer de mama, próstata e outros tipos; investimento anual na estratégia chega a R$ 155,4 milhões.
O Ministério da Saúde iniciou uma expansão histórica na assistência farmacêutica oncológica ao disponibilizar nove novos medicamentos para pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida, formalizada nesta terça-feira, 20/10/2026, visa garantir o acesso a terapias de ponta, incluindo casos de câncer de mama, próstata, pulmão, rim, estômago, além de linfomas e leucemia, impactando diretamente a qualidade de vida de cerca de 116 mil brasileiros que aguardavam por tratamentos eficazes.
A distribuição dos fármacos — que contemplam 13 indicações terapêuticas — acontece inicialmente em 20 centros de referência espalhados pelas cinco regiões do Brasil. A iniciativa busca reduzir a desigualdade no acesso à saúde, oferecendo opções como o abemaciclibe, cujo valor de mercado privado é inalcançável para a maioria das famílias, e ampliando o uso de medicamentos como o trastuzumabe para novos perfis clínicos.
A lista de medicamentos disponibilizados inclui ainda o Acetato de lanreotida, Pazopanibe, Rituximabe, Abiraterona, Gefitinibe, TSH recombinante (alfatirotropina) e Sunitinibe. A escolha de cada terapia depende estritamente da avaliação clínica e do estágio do tumor, reforçando que o tratamento deve ser individualizado.
Para viabilizar a estratégia, o governo federal destinou um investimento anual de R$ 155,4 milhões, parte de um aporte maior de R$ 4 bilhões voltado à oncologia. Até dezembro de 2026, a meta é alcançar a oferta de 23 novos tratamentos, representando um aumento de 35% na capacidade de resposta do SUS frente ao câncer.
Além da oferta de medicamentos, o Ministério da Saúde expandiu o suporte diagnóstico com a distribuição de testes imunoquímicos fecais (FIT) para rastreamento de câncer colorretal, voltados à população de 50 a 75 anos. A estratégia também abrange o financiamento de cirurgias videotorácicas e o reajuste nos repasses para procedimentos de iodoterapia e exames de biologia molecular, fortalecendo a rede pública em todas as suas etapas.

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