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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Economia

Armazenamento de energia impulsiona novos investimentos no Rio Grande do Norte

Especialistas e empresas debatem em Natal, nos dias 21 e 22 de outubro de 2026, como a tecnologia de baterias pode fortalecer a economia regional.

Vista da orla de Natal com infraestrutura urbana.
Sede da FIERN, em Lagoa Nova, recebe encontro nacional sobre tecnologias de baterias. · Foto: Reprodução/site da FIERN

O setor de armazenamento de energia promove um encontro estratégico entre empresas e investidores em Natal, nos dias 21 e 22 de outubro de 2026. O evento busca definir caminhos para transformar a expansão das tecnologias de baterias em oportunidades concretas para fornecedores potiguares, com atividades concentradas na sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), em Lagoa Nova.

Esta movimentação acontece em paralelo aos avanços regulatórios para os leilões nacionais. Na segunda-feira, 19 de outubro de 2026, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) publicou a metodologia para definir parâmetros do Custo Marginal de Referência dos Leilões de Reserva de Capacidade de Armazenamento, previstos para dezembro. Este documento servirá de base para a recomendação técnica que será enviada ao Ministério de Minas e Energia.

Cadeia de valor e oportunidades locais

A viabilidade econômica do armazenamento de energia transcende a simples compra de baterias. Relatório da EPE destaca que o ecossistema envolve conversores, transformadores, sistemas de gestão, além de engenharia e licenciamento. Para o Rio Grande do Norte, essa estrutura representa uma chance de integrar fornecedores locais a projetos de grande escala, embora o sucesso dependa da competitividade técnica de cada empresa frente às exigências do mercado.

A FIERN enxerga o armazenamento como um pilar da transição energética no Estado, enfatizando que a evolução do setor deve caminhar junto com o reforço da rede elétrica e a atração de novos consumidores. Conforme divulgado pelo Agora RN, o Estado já trabalha no aprimoramento das diretrizes de licenciamento ambiental para este tipo de instalação.

Realismo sobre os investimentos

Embora o interesse seja elevado, com o cadastro de 6.091 projetos somando 296.807 megawatts em todo o Brasil, a Empresa de Pesquisa Energética faz um alerta importante: esses números refletem intenções cadastradas e não obras confirmadas. Todos os projetos ainda precisam passar por rigorosa habilitação técnica. Ainda não há uma lista consolidada que dimensione quais destes empreendimentos se tornarão investimentos efetivos no Rio Grande do Norte.

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