Bancários protestam em Natal contra a privatização de instituições públicas
O ato ocorre em 14 de outubro de 2026 com um abraço simbólico na agência do Banco do Brasil em Ponta Negra, reforçando a defesa dos bancos estatais.
O Comitê Bancário “Lula Presidente” no Rio Grande do Norte decidiu organizar um ato público de resistência contra a proposta de privatização de empresas estatais, agendado para esta quarta-feira, 14 de outubro de 2026, a partir das 17h. A mobilização, que ocorrerá em frente à agência do Banco do Brasil situada no bairro de Ponta Negra, em Natal, busca sensibilizar a sociedade sobre os riscos sociais e laborais associados à venda de instituições como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste (BNB), pauta vinculada à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
A decisão pela manifestação foi ratificada em assembleia geral conduzida pelo Sindicato dos Bancários no dia 8 de outubro de 2026. Além da pauta contra privatizações, o encontro reafirma o apoio da categoria às candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência e Cadu para o Governo do Estado. O evento é aberto a bancários, familiares, movimentos sociais e toda a comunidade interessada na preservação do patrimônio público.
O diretor do Sindicato dos Bancários, Juvêncio Hemetério, enfatizou que o desmonte das empresas estatais pode resultar em graves prejuízos para os trabalhadores, citando o risco de desemprego, arrocho salarial e a supressão de direitos históricos, como a jornada de 6 horas, consolidada em 1962. O dirigente utilizou exemplos como o Santander e a Cosern para ilustrar como processos de privatização e terceirização frequentes resultam na precarização das relações de trabalho.
Reforçando o caráter suprapartidário da mobilização, o bancário aposentado da Caixa Econômica Federal e ex-diretor do Sindicato dos Bancários, Astrogildo Cruz, destacou a importância estratégica dessas instituições. Segundo o ex-dirigente, o Banco do Brasil é fundamental para o financiamento agrícola e o Plano Safra, a Caixa Econômica Federal é o pilar operacional de políticas essenciais como o Bolsa Família e programas habitacionais, enquanto o Banco do Nordeste atua diretamente no fomento ao desenvolvimento regional. A preservação desses ativos, para os manifestantes, é uma salvaguarda do desenvolvimento econômico e social do país.

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