Brava identifica gás em poço no Campo de Sanhaçu na Bacia Potiguar
A identificação de hidrocarbonetos no poço 3-SAN-6D-RN abre uma fase de estudos técnicos para avaliar a viabilidade de uma produção comercial no RN.
A Brava Energia identificou a presença de hidrocarbonetos no poço 3-SAN-6D-RN, localizado no Campo de Sanhaçu, na porção terrestre da Bacia Potiguar, em um movimento que sinaliza novas perspectivas para a exploração de gás no Rio Grande do Norte. A constatação foi confirmada após uma perfuração que atingiu 2.230 metros de profundidade, evidenciando a saturação do reservatório principal.
A companhia oficializou a ocorrência junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na quinta-feira, 15 de outubro de 2026. Este passo técnico é apenas o início de um longo processo de avaliação, que inclui estudos de pressão, qualidade do gás e capacidade de fluxo, necessários para determinar se a exploração será economicamente sustentável.
É importante destacar que esta identificação não garante, por ora, reservas comprovadas ou investimentos imediatos. A decisão de seguir com o projeto depende de variáveis complexas, como infraestrutura de escoamento, licenciamento ambiental e competitividade de mercado. Atualmente, não há um cronograma definido para testes, início de produção ou abertura de postos de trabalho e novos contratos.
Para a cadeia produtiva potiguar, que compreende desde a Refinaria Clara Camarão até fornecedores locais em cidades como Alto do Rodrigues, Pendências e Mossoró, o anúncio funciona como um indicador de continuidade das atividades exploratórias. A Brava, que assumiu a operação do Polo Macau em 2021, aposta no conhecimento técnico das equipes para reduzir as incertezas geológicas do reservatório.
A trajetória da empresa no estado inclui uma estratégia de otimização de ativos, exemplificada pela venda de 50% da infraestrutura de processamento para a PetroReconcavo em 2025, em uma operação de US$ 65 milhões. O setor produtivo local agora aguarda a conclusão das etapas de avaliação para entender como esse novo ativo poderá impactar a oferta de energia e o desenvolvimento industrial da Bacia Potiguar.

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