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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Economia

Comércio do Rio Grande do Norte supera média nacional no acumulado de 2026

Estado registra alta de 3% no acumulado de janeiro a agosto de 2026, impulsionado por itens essenciais, apesar da desaceleração observada no segundo semestre.

O comércio varejista do Rio Grande do Norte registrou um crescimento acumulado de 3% entre janeiro e agosto de 2026, um desempenho que superou a média nacional de 1,7% e consolidou o estado na quarta posição entre as economias do Nordeste. Esta marca, consolidada em 16/10/2026, reflete a resiliência do consumo das famílias potiguares, ancorado especialmente na procura por supermercados e combustíveis.

Os dados foram extraídos da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisada pelo Instituto Fecomércio RN (IFC). Embora o cenário geral seja positivo em comparação ao mesmo período de 2025, os números revelam uma mudança de ritmo no segundo semestre, alertando para a necessidade de cautela no planejamento financeiro.

Para o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Fernandes de Queiroz, o aquecimento do setor em segmentos de necessidade básica sustenta os indicadores, mas o acesso ao crédito permanece como um gargalo. "O comércio potiguar mantém um resultado positivo, mas a desaceleração exige atenção. Precisamos de condições que favoreçam o consumo responsável e permitam aos empresários planejar seus investimentos com mais segurança", destaca.

O impacto do crédito ficou evidente em agosto de 2026, mês que interrompeu uma sequência de 16 meses de alta consecutiva. Com uma retração de 4,4% na comparação com agosto de 2025, setores como móveis e eletrodomésticos foram os mais impactados pelo cenário de juros elevados e inadimplência. Apesar do desafio pontual, o Instituto Fecomércio RN mantém a perspectiva de que a atividade comercial no Rio Grande do Norte encerre o ano de 2026 com saldo positivo.

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