Comércio do RN acumula seis meses de queda e recua 1,1% em agosto
Dados da Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE revelam que o varejo potiguar enfrenta a terceira maior retração do país, distanciando-se da média nacional.
O comércio varejista do Rio Grande do Norte sofreu uma retração de 1,1% no volume de vendas em agosto de 2026, conforme dados consolidados pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) e divulgados nesta quinta-feira, 15/10/2026, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A decisão estatística reflete uma crise persistente no consumo local, que enfrenta o sexto mês consecutivo de queda, impactando diretamente o faturamento dos lojistas e a estabilidade econômica de milhares de famílias que dependem do setor.
Este desempenho coloca o Rio Grande do Norte em uma posição delicada no cenário nacional, registrando a terceira maior redução entre as unidades da Federação, atrás apenas de Espírito Santo e Alagoas. Enquanto o país observou um leve crescimento de 0,1% na comparação mensal, o comércio estadual perde fôlego, acentuando a preocupação de empresários sobre a manutenção de postos de trabalho e a viabilidade dos negócios.
Na análise anual, o cenário reafirma a perda de ritmo. Entre agosto de 2026 e o mesmo mês de 2025, o volume de vendas caiu 4,4%. Apesar da tendência negativa recente, o balanço de longo prazo ainda sustenta números positivos, com alta de 3% no acumulado de janeiro a agosto e 4,7% nos últimos doze meses, sugerindo que a economia local ainda não dissipou totalmente os ganhos conquistados anteriormente.
O varejo ampliado, que engloba setores como veículos, peças e materiais de construção, também sentiu o impacto, fechando agosto com queda de 0,4% frente a julho e 2,4% em relação a agosto de 2025. Enquanto estados como Rondônia, Amapá e Mato Grosso do Sul lideram os avanços com variações positivas acima de 2%, o Rio Grande do Norte figura entre as regiões que mais enfrentam dificuldades para reverter o ciclo de queda atual.

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