Empresários do RN buscam estratégias para exportação ao mercado dos Estados Unidos
O ECON Road Summit 2026 reunirá lideranças em Natal no dia 9 de novembro para discutir a possível criação de um escritório regional em Nova York.
Lideranças empresariais, investidores e representantes institucionais do Rio Grande do Norte articulam caminhos para ampliar a presença de produtos potiguares no mercado dos Estados Unidos. A iniciativa ocorre no âmbito do ECON Road Summit 2026, evento agendado para o dia 9 de novembro de 2026, em Natal, com o objetivo de fomentar conexões comerciais estratégicas entre o Brasil e o país norte-americano.
O encontro, marcado para as 17h30 no Mangai Lagoa Nova, coloca em pauta a possível instalação de um escritório de representação do Nordeste em Nova York. A estrutura visa encurtar distâncias entre empresas locais e o mercado global, embora os detalhes sobre orçamento, governança e prazos de funcionamento ainda estejam em fase embrionária de planejamento.
A articulação ganhou força após reuniões entre o presidente do Sistema FIERN, Roberto Serquiz, e Rodrigo Fonseca, gerente da ApexBrasil em Nova York. O projeto busca consolidar uma frente comum entre Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba e Pernambuco para apoiar a internacionalização de marcas regionais.
Desafios e oportunidades no comércio exterior
A necessidade de diversificação de mercados tornou-se evidente com a oscilação nas exportações potiguares. Entre janeiro e julho de 2026, os envios para os Estados Unidos registraram queda de 57%, baixando de US$ 73,4 milhões para US$ 31,7 milhões. Apesar da retração pontual, o estado movimentou mais de US$ 1,3 bilhão em comércio exterior nos nove primeiros meses de 2026, reforçando o potencial de expansão para quem estruturar estratégias de longo prazo.
Durante o ECON Road Summit 2026, especialistas como Fábio Yamada (SelectFlorida Brasil), Vinícius Bicalho, Mayra Chagas, Eduardo Pyrrho e Fabio Passos debaterão temas essenciais para a segurança do investidor, incluindo planejamento financeiro, aspectos migratórios, propriedade intelectual e logística de distribuição.
A internacionalização bem-sucedida exige que o empresário avalie minuciosamente a demanda, o cenário tarifário e as exigências sanitárias locais. O evento não garante aportes financeiros ou contratos, mas oferece o suporte técnico para que o empresário compreenda se seu negócio possui maturidade para operar em moeda estrangeira e atender ao consumidor norte-americano.
Após a passagem por Natal, o circuito seguirá para João Pessoa (10 de novembro), Recife (11 de novembro) e Fortaleza (12 de novembro). O projeto conta com o apoio de instituições como o Banco do Nordeste, Governo do RN e Sebrae RN.

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