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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
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Esportes

Justiça exclui Ronaldinho de condenação trabalhista de R$ 1,7 milhão

Magistrada da 10ª Vara do Trabalho de Natal (RN) concluiu que o ex-jogador apenas licenciou sua imagem e não exercia gestão nas empresas investigadas.

Ronaldinho Gaúcho em evento público, foco em sua trajetória jurídica recente.
Ronaldinho Gaúcho teve seu nome retirado de condenação trabalhista após comprovação de apenas vínculo de imagem. · Foto: Reprodução/Instagram/@ronaldinho

A Justiça do Trabalho do Rio Grande do Norte excluiu a responsabilidade de Ronaldinho Gaúcho em uma condenação trabalhista que supera R$ 1,7 milhão, em decisão proferida pela juíza substituta Symeia Simião da Rocha, da 10ª Vara do Trabalho de Natal (RN), nesta quarta-feira, 21/10/2026. O ex-atleta foi retirado do polo passivo de uma ação movida por Rhafael Horácio Nunes de Oliveira, que alegava a existência de um vínculo empregatício dissimulado na empresa 18K Ronaldinho.

A decisão reconhece que a relação do ex-jogador com a companhia limitava-se ao uso de sua imagem para a promoção de relógios, sem qualquer ingerência administrativa ou controle sobre as atividades do negócio. Com base em documentos apresentados pela defesa, a magistrada entendeu que não havia elementos que ligassem Ronaldinho à gestão da 18K Ronaldinho Comércio e Participações ou da 18KWatches Holdings, identificando Marcelo Lara Marcelino como o administrador de fato.

Para o autor da ação, a decisão representa o fechamento de um capítulo jurídico complexo. Rhafael Horácio Nunes de Oliveira foi reconhecido pela Justiça como um funcionário que teve sua condição de trabalhador ocultada sob a fachada de sócio, garantindo o direito ao recebimento de R$ 1,3 milhão em verbas trabalhistas e indenização por danos morais, valor que, somado a encargos, atinge R$ 1,7 milhão. Cabe recurso da decisão, visto que Marcelo Lara Marcelino e as empresas não apresentaram defesa no processo.

O caso remonta ao período entre 2018 e 2019, quando a 18K Ronaldinho explorou a marca do ex-jogador em esquemas sob suspeita de pirâmide financeira. A empresa foi objeto de investigações pela CPI das Pirâmides Financeiras e condenações pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Ronaldinho, que sempre negou participação societária, reafirmou ter sido vítima do uso indevido de seu nome após encerrar o contrato comercial ao detectar irregularidades no empreendimento.

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