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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Allyson acusa governo do RN de preparar corte de R$ 196,5 milhões

Candidato ao governo questiona contingenciamento de verbas em setores essenciais; Cadu nega conhecimento sobre a possível medida fiscal.

Candidatos em debate na Inter TV discutindo orçamento do Rio Grande do Norte.
Debate entre candidatos ao governo do RN traz à tona preocupações sobre o orçamento estadual. · Foto: BNews RN - Divulgação

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil), questionou Cadu de Lula (PT) durante debate na Inter TV, realizado nesta sexta-feira, 23/10/2026, sobre um suposto plano de contingenciamento de R$ 196,5 milhões no orçamento estadual. A denúncia, que ganhou destaque na reta final da campanha, aponta para uma possível restrição financeira que, se efetivada, impactaria áreas vitais para a dignidade dos cidadãos e a prestação de serviços públicos básicos.

A controvérsia baseia-se em uma minuta elaborada pela Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), que teria sido encaminhada ao Gabinete Civil. O documento sugere o bloqueio de investimentos em pastas cruciais: a Polícia Militar teria R$ 2,25 milhões sob restrição, enquanto o Fundo Estadual de Segurança Pública e Defesa Social enfrentaria um corte de R$ 2,41 milhões. Além disso, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) aparece com R$ 6 milhões sujeitos a bloqueio, e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) concentra a maior parcela, com R$ 165,1 milhões.

Cadu refutou as acusações durante o embate político, alegando não ter conhecimento sobre a existência de tal decreto e pontuando seu afastamento do Executivo nos últimos seis meses. É importante ressaltar que a minuta não constitui uma decisão definitiva; a implementação de qualquer corte depende da publicação de um decreto oficial.

A justificativa técnica para a proposta de restrição, segundo os dados contidos no processo, seria uma frustração na receita estadual. O Rio Grande do Norte registrou, no primeiro semestre de 2026, uma arrecadação de R$ 7,85 bilhões, valor inferior aos R$ 8,57 bilhões previstos inicialmente. Essa diferença negativa de R$ 722,1 milhões coloca o governo frente ao desafio de equilibrar as metas fiscais sem comprometer o atendimento à população.

Enquanto Allyson descreve a medida como um "pacote de maldades" que afetaria a qualidade de vida e a infraestrutura, a gestão estadual precisa esclarecer se as despesas serão efetivamente limitadas. A população aguarda transparência sobre o futuro dos investimentos em saúde, educação e segurança enquanto se prepara para as urnas no próximo domingo, 25/10/2026.

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