Flávio garante que Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro não ocuparão cargos
Candidato do PL promete corte de dez ministérios e ajuste fiscal de R$ 200 bilhões. Flávio Bolsonaro afirma que respeitará resultado das urnas em 25 de outubro.
O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), negou a possibilidade de nomear o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ou seu irmão, Eduardo Bolsonaro (PL), para cargos em uma eventual gestão. A declaração foi feita durante sabatina realizada nos estúdios Globo nesta sexta-feira, 16 de outubro de 2026, em entrevista ao Jornal Nacional, a nove dias do segundo turno das eleições gerais.
Ao ser questionado sobre a influência da família em seu governo, Flávio afirmou que a participação do pai “não está no radar” e enfatizou que o ex-presidente nunca tratou de cargos com ele. Sobre Eduardo, o presidenciável descartou a nomeação para a pasta das Relações Exteriores: “Ele não vai ser meu chanceler. O Eduardo é um perseguido político que está lá fora denunciando as arbitrariedades que existem no Brasil”.
O cenário político para o pleito de 25 de outubro, quando o POVO escolherá o próximo chefe do Executivo, envolve embates econômicos. Flávio apresentou uma proposta de ajuste fiscal projetada em R$ 200 bilhões anuais. Para alcançar essa meta, o candidato propõe o corte de, pelo menos, dez ministérios dos 39 atuais, a securitização de créditos da União e a exploração da Margem Equatorial. Ele assegurou ainda que manterá o reajuste do salário mínimo acima da inflação e preservará os pisos constitucionais de saúde e educação.
Em relação à lisura do processo eleitoral, o senador adotou um tom conciliador, afirmando que respeitará o resultado das urnas. “Vou disputar com as regras que estão aí”, garantiu. Contudo, o candidato minimizou a gravidade dos ataques de 8 de janeiro de 2023 em Brasília, defendendo que os envolvidos respondam por depredação e não por tentativa de golpe contra o Estado democrático de direito.
A sabatina foi marcada por manifestações externas, incluindo panelaços organizados pelo deputado federal André Janones (Rede) e o grupo Exército do Lula via WhatsApp. O clima de acirramento antecede o debate eleitoral que será realizado no domingo, 18 de outubro de 2026, com transmissão da TV Band.

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