Lobista Roberta Luchsinger sinaliza delação e cita Fábio Luís Lula da Silva
Roberta Luchsinger alega trânsito de Lulinha em ministérios. Defesa de Lula e Secretaria de Comunicação Social da Presidência rebatem acusações.
A lobista Roberta Luchsinger anunciou a intenção de formalizar um acordo de delação premiada, afirmando possuir informações sobre a rotina e as articulações de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República. Em entrevista concedida à CNN no sábado, 18/10/2026, a lobista sustentou que Lulinha teria mantido encontros recorrentes com ministros do governo para intermediar contratos para uma construtora, levantando questionamentos sobre a legalidade de suas atividades.
O caso, que está sob apuração da Polícia Federal por suspeita de tráfico de influência, coloca sob escrutínio a conduta de agentes públicos e a proximidade de figuras privadas com o alto escalão do Planalto. A revelação surge em um momento delicado do calendário eleitoral, intensificando a troca de acusações entre o PT e a oposição.
Em nota oficial divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência, o governo Luiz Inácio Lula da Silva negou categoricamente qualquer contato com a lobista. A gestão federal classificou as declarações como infundadas e sugeriu uma manobra política, apontando a coincidência temporal com a reta final do segundo turno das eleições como um fator de suspeição.
O cenário político repercutiu imediatamente no Congresso. Flávio Bolsonaro (PL) utilizou as redes sociais para endossar as críticas da lobista, enquanto o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) formalizou pedidos à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Ministério da Justiça, solicitando medidas de proteção à colaboradora e a convocação do ministro da Justiça, Wellington César, para prestar esclarecimentos à Comissão de Segurança Pública.

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