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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Lula e Flávio Bolsonaro apresentam propostas para políticas de gênero

Os planos de governo focam em segurança, autonomia econômica e rede de cuidados, estabelecendo caminhos distintos para a proteção e o desenvolvimento das brasileiras.

Mulheres em evento de qualificação profissional no Senai-RN
Mulheres reunidas em palco durante cerimônia de formação do Senai-RN. · Foto: Divulgação/AES Brasil–Senai-RN

As candidaturas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) definiram suas estratégias para as políticas voltadas ao público feminino, focando em segurança, saúde, qualificação profissional e o suporte ao cuidado com crianças. A definição dos programas ocorreu visando o segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro de 2026, com o objetivo de estruturar ações para o quadriênio 2027 a 2030, conforme publicado pelo Agora RN em 17 de outubro de 2026.

A humanização destas políticas reflete diretamente na rotina das mulheres, especialmente no que tange à rede de proteção contra o feminicídio e à garantia de condições para a entrada no mercado de trabalho. Enquanto um projeto foca na centralização e digitalização dos serviços, o outro prioriza a continuidade e expansão de estruturas já existentes, impactando diretamente o acesso dessas cidadãs a direitos básicos e à segurança jurídica.

Flávio (PL) propõe a criação de uma Central da Mulher, que integraria acolhimento psicológico, suporte jurídico e qualificação profissional. O plano inclui a ampliação de creches integrais e a implementação do voucher-creche para viabilizar o cuidado infantil em locais com déficit de vagas públicas.

Lula (PT) aposta na consolidação do Pacto de Enfrentamento ao Feminicídio, prometendo a conclusão de 30 unidades da Casas da Mulher Brasileira e 15 Centros de Referência da Mulher Brasileira. O programa do petista também destaca a expansão das Salas Lilás e o fortalecimento de programas como o Mulheres Mil, além de metas para a saúde da mulher no SUS.

Embora as propostas apresentem caminhos claros, os planos de governo ainda possuem lacunas técnicas. Não há detalhamento sobre orçamentos anuais, cronogramas específicos de entrega para as novas unidades ou valores definidos para benefícios como o voucher-creche. A concretização de qualquer uma das promessas dependerá de futuras decisões administrativas e de articulação orçamentária entre os entes federativos.

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