Moretti reforça compromisso com meta fiscal de 2027
O ministro do Planejamento e Orçamento garante que novos gastos, como o reajuste do Bolsa Família, não exigem alteração na trajetória orçamentária.
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a meta fiscal estabelecida para 2027 é inegociável, assegurando que o governo federal não pretende alterar as diretrizes vigentes. A posição foi reafirmada em entrevista publicada em 19 de outubro de 2026, destacando a intenção da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em manter o equilíbrio entre receitas e despesas sem flexibilizar o arcabouço fiscal.
A decisão de preservar a trajetória do resultado primário visa garantir a previsibilidade econômica do país. Segundo Bruno Moretti, qualquer eventual necessidade de ajuste será feita por meio da gestão das contas públicas, e não pela modificação das metas estabelecidas na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). Essa postura reflete o compromisso do Palácio do Planalto com a responsabilidade fiscal, mesmo frente a novos investimentos sociais.
O impacto das recentes iniciativas do governo, como o reajuste de 15% no Bolsa Família, o Desenrola Brasil 3 e os programas de auxílio a MEIs, foi minimizado pelo ministro. De acordo com os dados apresentados, esses projetos representam menos de 2% do total de receitas e despesas previstas na LOA (Lei Orçamentária Anual). Bruno Moretti enfatizou que a execução orçamentária segue rigorosamente o teto previsto, sem a criação de benefícios que desrespeitem as normas fiscais vigentes.
Para assegurar o cumprimento da meta de superavit primário de 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto), estimada em R$ 73,2 bilhões, o governo planeja atuar na redução de despesas caso a arrecadação não atinja as projeções iniciais. O ministro reiterou que qualquer nova demanda de gasto ou renúncia fiscal deve ser compensada por remanejamentos orçamentários, como o uso de emendas parlamentares, protegendo assim a saúde financeira da União.

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