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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Rogério Marinho acusa Davi Alcolumbre de servir ao governo Lula no Senado

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), criticou o adiamento da votação da PEC da Segurança Pública, enquanto o governo busca evitar retorno da matéria à Câmara dos Deputados.

Rogério Marinho discursando no Senado Federal.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) em pronunciamento no plenário do Senado. · Foto: CNN

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu retirar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública da pauta do plenário nesta quinta-feira, 15/10/2026, sob a justificativa de evitar uma análise açodada e permitir novos entendimentos entre os parlamentares. A medida interrompe a tramitação de um tema central para a sociedade, gerando um embate político sobre os próximos passos da segurança no país.

Após o anúncio, o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), acusou Davi Alcolumbre de atuar a serviço do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o senador, a decisão ignora as urgências da população em prol de interesses eleitorais imediatos. A obstrução da votação reflete uma divergência profunda sobre a redução da maioridade penal, tema que dividiu o espectro político.

O racha no PT foi evidenciado quando Camilo Santana apresentou uma emenda propondo a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em crimes graves. Em contrapartida, a oposição, alinhada a Flávio Bolsonaro (PL), pressionou por uma redução mais abrangente, atingindo os 14 anos em casos de crimes hediondos. A complexidade do debate coloca em risco a celeridade que o Executivo esperava para a criação do novo Ministério da Segurança Pública.

A preocupação técnica do governo, exposta pelo adiamento, reside no fato de que qualquer alteração substancial no texto obrigaria o projeto a retornar para uma nova rodada de votação na Câmara dos Deputados. O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretendia priorizar o texto aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), limitando as mudanças a ajustes de redação, estratégia agora frustrada pelo impasse parlamentar.

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