Rogério Marinho sinaliza divergência de Flávio sobre fim da escala 6x1
O senador Rogério Marinho evitou votar na PEC que põe fim à escala 6x1, distanciando-se do posicionamento favorável adotado por Flávio Bolsonaro.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que extingue a escala 6x1 de trabalho, foi aprovada em dois turnos pelo Senado nesta quarta-feira, 14 de outubro de 2026. A decisão, que contou com 75 votos favoráveis e apenas um contrário, de Hamilton Mourão (Republicanos-RS), marca um momento decisivo para os direitos trabalhistas no país, consolidando a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas sem redução salarial.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), que atua como coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, optou por não registrar presença na votação. A postura do parlamentar, revelada nesta sexta-feira, 16/10/2026, é vista como um movimento de cautela política, visto que ele defende a PEC 12/2026, uma alternativa que propõe flexibilidade na organização da jornada via acordos individuais.
Diferente de seu coordenador, Flávio Bolsonaro registrou voto favorável à matéria de forma remota, embora não estivesse presente fisicamente no plenário. Analistas apontam que a ausência de Rogério Marinho buscou evitar o desgaste de uma posição contrária ao projeto, que possui ampla aprovação popular, ao mesmo tempo em que sinaliza para o empresariado, base de apoio da candidatura, uma possível revisão futura das regras caso o grupo chegue ao poder.
Conforme apurado pela jornalista Laurita Arruda, do Blog Território Livre, o senador justificou a aliados a impossibilidade de apoiar o texto governista por ter apresentado uma proposta distinta. A divergência entre o candidato e seu coordenador eleitoral levanta questionamentos sobre a unidade do PL diante de pautas de alto impacto social, que preveem, após a promulgação pelo Congresso Nacional, uma transição gradual da jornada de trabalho ao longo de um ano.
O Diário do RN tentou contato com Rogério Marinho para esclarecimentos, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

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