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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Samanda Alves defende diálogo no Senado sem abrir mão de convicções políticas

Senadora eleita pelo Rio Grande do Norte busca consensos no Congresso, ao mesmo tempo em que cobra agilidade na votação da PEC da Segurança Pública.

Foto de Samanda Alves gesticulando durante entrevista.
Senadora eleita Samanda Alves em pronunciamento sobre sua atuação no Congresso. · Foto: BNews RN - Divulgação

A senadora eleita pelo Rio Grande do Norte, Samanda Alves (PT), oficializou nesta terça-feira, 13/10/2026, sua estratégia de atuação para o próximo mandato legislativo no Senado. A parlamentar assegurou que buscará o diálogo com correntes políticas distintas para viabilizar a aprovação de projetos, reforçando que a negociação é uma ferramenta essencial na vida pública, embora tenha reafirmado que não abrirá mão de suas convicções ideológicas e compromissos com o eleitorado.

O desafio de construir pontes no Congresso é visto por Samanda Alves como uma extensão da experiência prática que vivenciou na Câmara Municipal de Natal. De acordo com a senadora, a aprovação de leis depende fundamentalmente da capacidade de explicar propostas, ouvir o contraditório e realizar ajustes técnicos, garantindo que o interesse da população prevaleça sobre a polarização.

Além da articulação no Legislativo, Samanda Alves destacou a importância de combater a desinformação. A parlamentar defendeu que os apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliem a divulgação de programas sociais estratégicos, como o Minha Casa, Minha Vida, o Gás do Povo e o Pé-de-Meia, tratando as plataformas digitais como um canal direto de prestação de contas à sociedade.

No campo da segurança, a futura senadora subiu o tom contra a oposição. Ela cobrou a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, argumentando que a medida é crucial para o enfrentamento ao crime organizado. Segundo Samanda Alves, a postura de setores que demandam segurança pública, mas travam pautas estruturantes no Senado, reflete uma contradição política que impede o avanço de medidas contra facções criminosas e crimes de colarinho branco.

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