INSEGURANÇA E IMPUNIDADE: CRIMINOSOS ARROMBAM IGREJA EVANGÉLICA NO BOSQUE DAS COLINAS E FURTAM FIOS ELÉTRICOS, EQUIPAMENTOS DE SOM, PANELAS, CADEIRAS E ATÉ PRIVADAS
@avozdeparnamirim
O arrombamento de uma igreja evangélica no Bosque das Colinas ocorrido na última quinta feira (29/10/2026) é mais um episódio que escancara a insegurança vivida pela população. Quando criminosos invadem um templo religioso e levam fios elétricos, equipamentos de som, panelas, cadeiras e até privadas, não estão apenas causando prejuízo material. Estão demonstrando que a sensação de impunidade ultrapassou todos os limites. E fica a pergunta: até quando o cidadão de bem terá de conviver com esse cenário?
De acordo com o boletim de ocorrência nº 00224392/2026, os itens furtados da igreja são os seguintes:
01 caixa de som ativa, com alto-falante de 10 polegadas e entradas para teclado, violão e microfone.
70 cadeiras plásticas.
01 relógio medidor de energia elétrica da COSERN.
01 mesa de som da marca Watson, de 8 canais, com efeitos de reverberação.
01 caixa de som ativa, com alto-falante de 15 polegadas, tweeter, cometa e entradas para microfone.
04 caixas de som passivas, cada uma equipada com alto-falante de 12 polegadas, tweeter e cometa.
É preciso reconhecer que policiais militares, policiais civis e guardas municipais têm feito sua parte, trabalhando diariamente, enfrentando riscos e realizando prisões. Entretanto, há uma reclamação recorrente entre profissionais da segurança: pessoas são presas e, pouco tempo depois, voltam às ruas após audiências de custódia. Nos bastidores das corporações, o procedimento ganhou o apelido de "mamãe custódia". Há relatos de agentes que chegaram a prender a mesma pessoa quatro vezes em um único mês, sempre por suspeita de furto. Quando isso acontece, a população se pergunta qual é o efeito prático de tanto esforço. É importante lembrar que a audiência de custódia tem a finalidade de verificar a legalidade e as condições da prisão, não de garantir impunidade. Mas a reincidência precisa ser enfrentada com seriedade pelo sistema de Justiça.
É necessário ampliar os investimentos, valorizar os profissionais, melhorar os equipamentos e colocar mais efetivo nas ruas, com policiamento ostensivo e presença permanente nos bairros. Segurança pública não se faz apenas com discursos ou operações pontuais. O cidadão quer poder trabalhar, abrir seu comércio, frequentar sua igreja e dormir tranquilo. Prender é importante, mas impedir que o crime continue sendo uma rotina é uma obrigação de todo o sistema de segurança e Justiça.
