Agente de saúde que possuía medida protetiva é assassinada na Zona Norte de Natal
Luciana Corlett foi executada a tiros na Rua Casa Grande. Justiça havia concedido proteção à vítima em abril de 2026 após episódios de perseguição.
A agente de saúde Luciana Corlett, que buscava amparo judicial contra ameaças, foi assassinada a tiros na Zona Norte de Natal. O crime ocorreu na Rua Casa Grande, situada no conjunto Nova Natal, no bairro Lagoa Azul, em 07/11/2026. A execução chocou a comunidade e acendeu um alerta urgente sobre a eficácia dos mecanismos de proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade.
Luciana retornava da academia e conduzia sua motocicleta quando foi interceptada por um veículo ocupado por um homem armado. Testemunhas relataram que o atirador efetuou diversos disparos, atingindo a vítima principalmente na região da cabeça. Ela não resistiu aos ferimentos e faleceu no local. A Polícia Militar foi acionada para isolar a área, enquanto a Polícia Civil iniciou as investigações para identificar a autoria e a dinâmica exata do homicídio, verificando, inclusive, a possibilidade de perseguição prévia.
Histórico de ameaças e o processo judicial
Documentos judiciais revelam que Luciana solicitou uma medida protetiva em abril de 2026, prontamente deferida pela Justiça. O ex-companheiro, alvo da solicitação, foi notificado 15 dias após a decisão. O relato processual detalha episódios graves de descumprimento, ocorridos em 19 de maio de 2026, quando o homem teria invadido a residência da vítima utilizando um controle remoto configurado por ele, e em 13 de junho de 2026, quando teria proferido ofensas na porta do imóvel. Embora esses registros existam, a Polícia Civil ressalta que ainda não há confirmação técnica da relação direta entre o ex-companheiro e o homicídio.
Luto na saúde pública
Profissional dedicada, Luciana atuava na Unidade de Saúde da Família Cidade Praia. A instituição emitiu uma nota de pesar, destacando o comprometimento da colega com o bem-estar dos moradores da região e classificando sua partida como uma perda irreparável. A vítima, que vivia de forma independente com a filha, deixa um vácuo no atendimento à comunidade local. As autoridades seguem trabalhando para esclarecer as circunstâncias do caso.

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