Angico é instituído como árvore-símbolo do Rio Grande do Norte
Legislação reconhece o papel histórico da espécie e integra saberes tradicionais ao Patrimônio Cultural Imaterial do estado potiguar.
O angico (Anadenanthera colubrina) foi oficialmente reconhecido como a árvore-símbolo do Rio Grande do Norte, em medida que conecta a preservação ambiental à identidade cultural potiguar. A decisão foi formalizada pela Lei nº 12.938, sancionada pela governadora Fátima Bezerra em 26 de outubro de 2026 e publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta terça-feira, 27/10/2026.
A nova legislação transcende o reconhecimento simbólico ao declarar os conhecimentos e práticas tradicionais associados ao angico como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Norte. O ato valoriza técnicas de manejo, usos medicinais populares e o legado transmitido entre gerações, especialmente em comunidades rurais que convivem com a espécie na Caatinga.
Ligação histórica e potencial sustentável
A escolha da espécie reflete sua importância paisagística e histórica, com destaque para a relação intrínseca com o município de Angicos, na região Central do estado. Segundo dados do Projeto Caatinga, vinculado à Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), o angico apresenta crescimento rápido e alta capacidade de adaptação, sendo um aliado estratégico para a recuperação de áreas degradadas.
Além do valor ecológico, o material possui versatilidade econômica, sendo utilizado na construção civil, marcenaria e na atividade apícola. Contudo, o governo estadual reforça que a sanção da lei não desobriga a observância das normas de fiscalização ambiental. Atividades de manejo ou exploração comercial continuam condicionadas às licenças e autorizações dos órgãos competentes, garantindo que o uso sustentável seja mantido dentro da legalidade.
A medida busca fomentar a educação ambiental e proteger a biodiversidade local, consolidando o angico como um pilar da memória e da sustentabilidade no território potiguar.

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