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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Cidades

Homem é preso por colar cartazes com ofensas a nordestinos em Natal

Suspeito natural do Rio de Janeiro, RJ, foi detido após fixar mensagens preconceituosas em condomínio do bairro Tirol.

Fachada de prédio onde foram colados cartazes com ataques aos nordestinos.
Cartazes com mensagens ofensivas foram retirados e apreendidos pela Polícia Civil em Natal. · Foto: Divulgaçaõ/PCRN

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) prendeu em flagrante um homem por crime de discriminação após ele fixar cartazes com ofensas a moradores da região Nordeste nas janelas de seu apartamento. A ação ocorreu no bairro Tirol, na Zona Leste de Natal, em decorrência de denúncias recebidas pelas autoridades nesta sexta-feira, 06/11/2026.

O episódio gerou indignação entre vizinhos, funcionários e visitantes do condomínio, que se sentiram hostilizados pelo conteúdo exposto. O suspeito, natural do Rio de Janeiro (RJ), utilizou os cartazes para associar o Nordeste a termos pejorativos, descrevendo a região como "a latrina do Brasil" e rotulando a população local como "estúpidos, tolos e ignorantes".

Em uma das mensagens, o homem atacou a dignidade dos habitantes do Nordeste e de outras localidades, como o Vale do Jequitinhonha (MG), afirmando que seriam "parasitas da nação". Ao ser confrontado pela Polícia Civil, o suspeito admitiu a autoria das peças e a intenção de expor as ofensas publicamente.

O homem foi autuado por injúria racial e discriminação em razão da procedência, infrações tipificadas na Lei nº 7.716/1989. O material foi apreendido e o caso segue sob análise do Poder Judiciário, uma vez que a prisão foi efetuada em flagrante.

Em nota oficial, a Polícia Civil enfatizou que, embora a Constituição Federal proteja a liberdade de expressão, tal direito não pode servir de escudo para a prática de crimes de ódio. A instituição reforçou que condutas que ferem a honra e a dignidade humana com base na origem regional ultrapassam os limites da crítica política e serão rigorosamente punidas.

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