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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Cidades

Imagem de criança com Constituição em ato de Lula gera embate político em Natal

Comparação entre registros de crianças em eventos políticos no Rio Grande do Norte reacende discussões sobre o uso de armas e a defesa da Carta Magna.

Criança segura exemplar da Constituição durante ato político em Natal.
Fotografia feita durante ato de Lula no Alecrim foi relacionada a vídeo gravado em Parnamirim. · Foto: reprodu\u00e7\u00e3o redes

A exibição de uma criança segurando um exemplar da Constituição brasileira durante um evento político tornou-se o novo foco de polarização nas redes sociais em 11 de outubro de 2026. A imagem, capturada em um ato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no bairro Alecrim, em Natal, passou a ser contraposta por internautas e aliados do PT a um vídeo recente de um menino de 9 anos portando uma arma em uma manifestação bolsonarista em Parnamirim, na Grande Natal.

O episódio em Parnamirim desencadeou investigações formais por parte do Conselho Tutelar, da Polícia Civil do Rio Grande do Norte e do Ministério Público. A genitora da criança envolvida alegou não ter conhecimento prévio da participação do filho em um ato político armado, afirmando ter sido informada apenas após a viralização do conteúdo. O caso levanta debates cruciais sobre a proteção integral da criança e os limites da exposição de menores em ambientes de radicalização política.

O contraste visual entre as duas situações foi amplificado por declarações de Flávio Bolsonaro (PL) sobre uma eventual alteração na Constituição brasileira. A promessa de mudanças na Carta Magna, vinculada à composição da Câmara dos Deputados e do Senado, serviu como combustível para a mobilização de eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva, que utilizam o registro da menina como um símbolo de resistência institucional.

O evento em Natal, que contou com a presença de lideranças regionais como Lucas Ribeiro (PP), Elmano de Freitas e Jerônimo Rodrigues, consolidou o Rio Grande do Norte como um palco central na disputa de narrativas nacionais. Embora o uso político de crianças em manifestações desperte críticas éticas, a propagação das imagens segue definindo o tom do debate eleitoral no Nordeste, transformando símbolos distintos — uma arma e a lei fundamental do país — em argumentos decisivos para os diferentes campos ideológicos.

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