Mãe busca Justiça após filho ser exposto em ato político em Parnamirim
Após a circulação de vídeos em que um menino de 9 anos empunha simulacros de armas em manifestação, a mãe solicita a revisão da guarda judicial da criança.
A mãe de um menino de 9 anos acionou a Justiça para regularizar a guarda do filho após o menor ser filmado empunhando simulacros de armas em uma manifestação política em Parnamirim. A decisão, oficializada nesta quinta-feira, 08/10/2026, visa assegurar a integridade física e psicológica da criança, além de restringir a convivência do pai com o filho enquanto as investigações da Polícia Civil seguem em curso.
O caso ganhou repercussão após a divulgação de vídeos gravados na Avenida Castor Vieira Régis, no bairro Cohabinal. Nas imagens, o menino aparece sobre um veículo, trajado com a camisa da Seleção Brasileira, portando objetos que simulam pistolas e fuzis. A conselheira tutelar Amanda Melo, que acompanha o caso, confirmou que o comportamento foi incentivado por adultos presentes no evento ocorrido no sábado, 3 de outubro de 2026.
A exposição do menor gerou impactos diretos na rotina familiar. A mãe relatou que o filho sofreu abalo emocional ao ser reconhecido por colegas e ter acesso a comentários hostis nas redes sociais. Em resposta à vulnerabilidade, o Conselho Tutelar determinou o encaminhamento da criança para suporte psicológico especializado.
Enquanto o Conselho Tutelar concentra esforços na proteção da criança, o Instituto Potiguar de Direitos Humanos (IP-DH) solicitou ao Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) uma investigação rigorosa sobre o episódio. Idyane França, vice-presidente do IP-DH, reforçou que a prioridade deve ser o bem-estar do menor, acima de quaisquer bandeiras partidárias.
A 17ª Delegacia de Polícia de Parnamirim conduz as diligências sob segredo de Justiça. O vereador Gabriel César (PL), organizador do ato, defendeu a participação da criança, alegando se tratar de um brinquedo. O episódio também foi alvo de críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que questionou a normalização da presença de símbolos de violência no cotidiano infantil.

Comentários (0)
Deixe seu comentário