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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Cidades

MPT e Polícia Civil investigam denúncia de impedimento de voto em empresa de Emaús

Órgãos apuram supressão de horas extras que inviabilizaria a saída de trabalhadores para o pleito de 25 de outubro de 2026.

Viaturas e agentes do MPT e da Polícia Civil em frente a uma empresa em Emaús durante apuração eleitoral.
MPT e Polícia Civil apuram denúncia de impedimento de voto em empresa de Emaús · Foto: Reprodução

O Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Civil deflagraram uma operação conjunta em uma unidade empresarial localizada em Emaús, no domingo, 25 de outubro de 2026, para investigar denúncias de impedimento ao exercício do voto. A intervenção ocorreu após relatos de que funcionários estariam sendo impedidos de comparecer às urnas durante o segundo turno das eleições, comprometendo a participação democrática dos cidadãos.

A controvérsia central envolve uma falha no sistema interno da empresa que, supostamente, resultou no cancelamento das horas extras acumuladas pelos colaboradores. Conforme as denúncias, esse banco de horas seria fundamental para viabilizar a ausência temporária do posto de trabalho, permitindo que os funcionários pudessem exercer o direito ao sufrágio. A ausência de um comunicado formal da companhia sobre o incidente agravou a insegurança dos trabalhadores, muitos dos quais temem sofrer descontos salariais caso tenham se ausentado mais cedo para votar.

A dignidade do trabalhador é colocada em xeque quando o exercício da cidadania é condicionado a sistemas de gestão de jornada opacos. O voto, pilar fundamental da democracia, exige que as instituições garantam que pressões corporativas não atuem como barreira física ou financeira para o eleitor. A presença das autoridades no local busca esclarecer se houve coação ou negligência por parte da gestão da empresa.

Até a publicação deste conteúdo, as investigações permanecem em estágio preliminar, sem confirmação definitiva sobre a aplicação de sanções ou medidas corretivas. As autoridades continuam a colher depoimentos e documentos para definir os próximos passos da apuração e garantir que eventuais violações aos direitos trabalhistas e eleitorais sejam devidamente responsabilizadas na forma da lei.

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