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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Cidades

Os bairros de Natal com maior volume de Chuva registrados em levantamento da Semurb

Dados da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo revelam disparidades no índice pluviométrico entre diferentes regiões da capital potiguar.

Equipamento de medição de chuva instalado em área urbana de Natal.
Pluviômetros da Semurb monitoram os volumes de precipitação em diversos bairros de Natal. · Foto: Vínicius Marinho/Inter TV Cabugi

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) identificou as áreas com maior concentração de precipitação em Natal durante um evento climático severo, evidenciando como a topografia e a ventilação urbana moldam o impacto das chuvas na rotina dos cidadãos. O levantamento, consolidado em 11/10/2026, detalha a distribuição hídrica que afeta diretamente a infraestrutura urbana e a segurança dos moradores em diversos pontos da capital.

Os dados foram coletados pela rede de pluviômetros do órgão entre as 19h de 17 de julho e as 7h de 18 de julho de 2026. Nesse período, a média da cidade alcançou 82,6 milímetros, mas com variações expressivas entre os bairros:

  • 1º Pajuçara: 105,0 mm
  • 2º Tirol: 104,4 mm
  • 3º Salinas (Gamboa): 92,0 mm
  • 4º Sarney: 84,0 mm
  • 5º Parque da Cidade: 81,0 mm
  • 6º Neópolis: 78,8 mm
  • 7º Quintas (ponto Urbana): 74,2 mm
  • 8º Nossa Senhora de Nazaré: 73,2 mm
  • 9º Ponta Negra: 71,6 mm
  • 10º Guarapes: 61,4 mm

A análise demonstra que a precipitação não respeita divisões geográficas rígidas, atingindo Zona Norte, Zona Leste, Zona Sul e Zona Oeste de forma heterogênea. Fatores como a circulação de ventos, a proximidade com o oceano e a impermeabilização do solo urbano explicam por que um temporal pode ser registrado em um bairro enquanto áreas vizinhas apresentam volumes moderados.

A Prefeitura reforça que este ranking reflete um episódio específico e não uma média histórica anual, servindo como ferramenta técnica para o planejamento de ações de prevenção e drenagem urbana. A compreensão desses fenômenos é essencial para mitigar os transtornos enfrentados pela população durante os períodos de instabilidade climática.

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