Projeto no ISD promove desenvolvimento infantil por meio do brincar
Iniciativa realizada em Macaíba, RN, utiliza o lúdico para aprimorar conexões neurais e fortalecer a comunicação na primeira infância.
O brincar consolidou-se como uma ferramenta terapêutica essencial para o desenvolvimento neurofuncional e a capacidade comunicativa das crianças, conforme decisão técnica adotada pelo Instituto Santos Dumont (ISD) em 12/10/2026. A estratégia, fundamentada na interação social, prioriza o fortalecimento das conexões neurais durante a primeira infância, período que compreende desde a gestação até os seis anos de idade.
A Organização Social, supervisionada pelo Ministério da Educação e sediada em Macaíba (RN), estruturou o projeto para que o ambiente lúdico funcione como um facilitador de trocas entre bebês e famílias. Para participantes como Kettily Katiane, mãe de Arthur Gael, de um ano e 11 meses, o acompanhamento semanal reflete diretamente na sociabilidade da criança. Segundo ela, a rotina de interações permite que o filho aprenda a compartilhar objetivos e a se expressar com o mundo externo.
Mirelly Danglês, fonoaudióloga e preceptora do ISD, destaca que o Grupo Multiterapêutico de Interação Social, denominado MultiGIS, atua no Centro de Educação e Pesquisa Anita Garibaldi. A finalidade do trabalho é promover o protagonismo familiar no cuidado, utilizando a imitação de gestos e sons como base da linguagem. De acordo com a especialista, a prática do lúdico é indispensável para a evolução da criança.
A psicóloga Júlia Carmo reforça que o ato de brincar transcende o entretenimento, sendo o meio pelo qual o bebê explora o próprio corpo e experimenta novas aprendizagens. A especialista enfatiza que o desenvolvimento cerebral depende de um vínculo seguro entre o adulto e a criança. A presença atenta, o acolhimento de balbucios e o incentivo à curiosidade são elementos fundamentais para formar uma base cognitiva sólida.
A recomendação dos especialistas é que esses estímulos sejam integrados à rotina doméstica, sem a necessidade de uma agenda exaustiva de atividades. Mirelly Danglês orienta que momentos simples, como o período de alimentação ou a troca de roupas, são oportunidades ricas para incentivar a fala. A continuidade dessas práticas em casa, unida à troca de experiências entre familiares, acelera os avanços no desenvolvimento infantil.

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