RN enfrenta desigualdade hídrica com 14 reservatórios em nível crítico
Dados do IGARN revelam que 14 barragens operam com menos de 10% da capacidade, enquanto outras alcançam volume máximo no Rio Grande do Norte.
O Rio Grande do Norte apresenta um cenário desigual na gestão de suas reservas hídricas, conforme dados monitorados pelo Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (IGARN). Em levantamento divulgado nesta quinta-feira, 08/10/2026, foi identificado que 14 dos 69 reservatórios acompanhados pelo órgão operam com menos de 10% de sua capacidade total de armazenamento, comprometendo o abastecimento local e demandando atenção constante das autoridades sobre o uso dos recursos.
A situação é particularmente preocupante para as comunidades do Seridó e do Alto Oeste, onde se concentram os mananciais em estado mais severo. Entre os que registram os menores percentuais estão a Passagem das Traíras, em São José do Seridó (0,03%); o Dourado, em Currais Novos (0,11%); e o Itans, em Caicó (0,36%). O baixo volume impacta diretamente a rotina das famílias e a sustentabilidade das atividades econômicas rurais que dependem dessas fontes.
O quadro crítico estende-se a outros reservatórios, como Jesus Maria José, em Tenente Ananias (1,20%); Mundo Novo, em Caicó (1,25%); Alecrim, em Santana do Matos (1,51%); Zangarelhas, em Jardim do Seridó (1,97%); Totoró, em Currais Novos (2,31%); 25 de Março, em Pau dos Ferros (4,51%); Esguicho, em Ouro Branco (4,51%); Currais Novos, em Currais Novos (4,87%); Boqueirão de Parelhas, em Parelhas (7,17%); Sabugi, em São João do Sabugi (7,19%); e Caldeirão de Parelhas, em Parelhas (7,45%).
Em contrapartida, o monitoramento do IGARN aponta que 13 reservatórios mantêm níveis superiores a 80%. Quatro deles atingiram a marca de 100% de ocupação: Flechas, em José da Penha; Lagoa de Pium, em Nísia Floresta; Lagoa do Jiqui, em Parnamirim; e Arapuá, em José da Penha. A discrepância destaca a necessidade de uma gestão estratégica para equilibrar a disponibilidade hídrica entre as diferentes regiões do Estado.
Quanto aos grandes reservatórios, a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, entre Açu e Itajá, opera com 37,35% de sua capacidade total. Já o reservatório Oiticica, em Jucurutu, apresenta 70,38%; a barragem Santa Cruz do Apodi, 68,06%; e a barragem Umari, em Upanema, 57,43%. O IGARN segue com o monitoramento sistemático para orientar o uso responsável da água diante das variações climáticas observadas.

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