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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Cidades

Vítima de agressão denuncia ameaças após audiência de custódia

Homem invadiu residência com cópia de chave e agrediu a ex-companheira; vítima agora aguarda medidas protetivas com receio de novas investidas.

Mulher denuncia ex-companheiro por espancamento e ameaças de morte após audiência de custódia.
Agressão ocorreu após audiência de custódia, agravando o temor da vítima pela própria vida. · Foto: Reprodução/ TV Ponta Negra

Uma mulher denunciou ter sido brutalmente espancada e ameaçada de morte pelo ex-companheiro logo após comparecer à audiência de custódia do agressor, em 21 de outubro de 2026. O episódio, que expõe as fragilidades na proteção de vítimas de violência doméstica, ocorreu quando o suspeito utilizou uma cópia de chave para invadir o domicílio da mulher, que buscava recomeçar a vida longe do histórico de abusos.

A violência física deixou sequelas graves, incluindo ferimentos no rosto causados por chutes, exigindo que a vítima buscasse atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Em relato emocionado, ela descreveu o terror vivido: "Ele dizia que iria me matar enquanto me agredia". A gravidade das lesões motivou a realização de exames junto ao Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep) para documentar a agressão.

A situação escalou após um histórico conturbado. Em episódios anteriores, o homem já havia sido detido após agressões, momento em que a mulher, em ato de autodefesa, feriu o agressor com um punhal após ser golpeada na cabeça. Depois, a vítima chegou a levá-lo à UPA, acreditando na possibilidade de uma resolução pacífica, mas a dinâmica de abuso persistiu.

Após a audiência de custódia, a mulher esperava que o agressor permanecesse detido. No entanto, ao retornar para casa, foi surpreendida pelo homem, que aguardava no local. Após a violência extrema, a vítima mudou de endereço e formalizou a denúncia, mas segue em estado de alerta. Ela aguarda a concessão de medidas protetivas, uma vez que o suspeito permanece em liberdade, aumentando o temor pela própria vida.

"Ele nunca chegou a me bater desse jeito. Então, para ele chegar a me bater desse jeito, ele tem a capacidade, sim, de me matar", afirmou a mulher, que agora busca justiça e segurança diante da ameaça constante.

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