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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
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Ciência & Saúde

Esquema de venda de exames no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel é desarticulado pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte

Operação Sine Mora afasta servidores suspeitos de cobrar por tomografias fora do fluxo oficial, prejudicando pacientes que aguardam na fila pública.

Fachada do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel em Natal.
Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel é alvo de investigação por venda de exames. · Foto: reprodução/ Elí Bernardo

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta quarta-feira, 07/10/2026, a operação Sine Mora para investigar um esquema de venda irregular de tomografias no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal. A decisão pela intervenção policial e o afastamento dos envolvidos ocorreu após uma apuração detalhada apontar que servidores públicos burlavam o sistema de agendamento para realizar exames mediante pagamento, prática que perdurava desde 2023 e comprometia o atendimento à população que depende exclusivamente do SUS.

O secretário de Estado da Saúde Pública, Alexandre Motta, confirmou que a ação resultou no cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão e no afastamento de cinco servidores públicos. Além disso, sete investigados receberam medidas cautelares, estando proibidos de acessar as dependências do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel. A medida visa estancar o prejuízo à imagem da Sesap e garantir a integridade do serviço público.

Segundo a investigação, o esquema criava uma perigosa distorção no fluxo hospitalar. Os profissionais envolvidos realizavam exames por fora dos registros oficiais, impedindo que médicos radiologistas identificassem a procedência legítima dos pacientes. Essa prática não apenas desviava recursos e tempo da unidade, mas fomentava a percepção de que o acesso a cuidados essenciais dependia de pagamento, prejudicando severamente os cidadãos que aguardam na fila de espera oficial.

O impacto da fraude vai além da questão administrativa, atingindo diretamente a dignidade dos pacientes que necessitam do diagnóstico para tratar doenças graves. O secretário Alexandre Motta ressaltou que a gestão estadual colaborou com a apuração durante três anos para garantir que a medida, de caráter cautelar e sujeita a desdobramentos judiciais, fosse executada com a precisão necessária para desmantelar a rede de facilitação irregular.

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