Médico do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel relata perseguição por Alexandre Motta
O profissional denuncia ordens para deixar o plantão em unidade lotada; Secretaria de Estado da Saúde Publica não comenta o caso.
O médico plantonista Elder Freire denunciou uma suposta perseguição profissional exercida pelo Secretário Estadual de Saúde, Alexandre Motta, em decisão formalizada nesta terça-feira, 13/10/2026. A medida, que envolve a determinação de retirada do profissional de seu posto de trabalho em meio a um cenário de superlotação, levanta questionamentos sobre a gestão do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel e o impacto direto no atendimento aos pacientes que dependem do suporte de emergência.
A situação ganhou notoriedade pública a partir de um vídeo divulgado nas redes sociais em 4 de outubro de 2026, no qual o médico relata que esta seria a quarta vez em que recebe ordens para interromper seu plantão. Segundo o relato, a diretriz ignora a demanda crítica da unidade hospitalar, comprometendo a continuidade dos cuidados a indivíduos em estado de vulnerabilidade aguda.
O profissional afirma que a conduta de Alexandre Motta estaria se repetindo em outros vínculos funcionais, caracterizando um padrão de interferência administrativa que, na visão do denunciante, prioriza decisões arbitrárias em detrimento da assistência à população. A permanência do médico no posto, mesmo após as solicitações de afastamento, reflete o conflito entre a autonomia técnica necessária para o exercício da medicina e as diretrizes impostas pela pasta estadual.
A reportagem do portal BNEWS RN buscou contato com a Secretaria de Estado da Saúde Publica para esclarecimentos sobre as acusações de assédio e a gestão de recursos humanos no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel. Até a presente data, 13/10/2026, não houve manifestação oficial por parte da administração pública.

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