MPF investiga comércio irregular do medicamento Mounjaro em redes sociais no RN
O Ministério Público Federal apura a oferta ilegal de medicamento sem receita em ambientes digitais, visando proteger a saúde pública dos consumidores.
O Ministério Público Federal (MPF) do Rio Grande do Norte instaurou um inquérito civil para apurar a comercialização irregular do medicamento Mounjaro através de plataformas online e redes sociais. A medida, formalizada em 13/10/2026, visa identificar responsáveis por anúncios clandestinos e conter riscos sanitários à população, após a conversão de uma Notícia de Fato em procedimento investigativo.
A preocupação das autoridades recai sobre a oferta indiscriminada de Mounjaro sem a devida exigência de prescrição médica, frequentemente atrelada a promessas de perda rápida de peso. O órgão busca rastrear a cadeia de fornecimento desses produtos e punir condutas que coloquem a integridade física dos consumidores em xeque, dado que a automedicação pode desencadear reações adversas graves.
Tecnicamente, o Mounjaro atua sobre os receptores hormonais GLP-1 e GIP, substâncias que regulam a glicose e o apetite. Por ser um fármaco de uso controlado, o desvio de sua finalidade e a venda sem controle violam normas sanitárias rígidas. O inquérito civil é uma etapa técnica que antecede possíveis ações judiciais definitivas, dependendo dos resultados obtidos na apuração.
A investigação, que segue em curso, reforça a necessidade de vigilância sobre o comércio eletrônico para evitar que a busca por padrões estéticos ignore protocolos básicos de saúde. O MPF mantém o foco na responsabilização dos perfis envolvidos e na interrupção do fluxo de distribuição ilícita identificado no Rio Grande do Norte.

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