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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
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Ciência & Saúde

Professora da UFRN recebe Prêmio POP Ciência por incentivar meninas na ciência

O Projeto Meninas no Espaço, liderado por Mariana Rodrigues de Almeida, foi premiado pelo MCTI por sua atuação na democratização do acesso ao conhecimento científico.

Estudantes e pesquisadoras em atividade do Projeto Meninas no Espaço.
Projeto Meninas no Espaço promove educação científica com foco na diversidade. · Foto: Vithor Alves/DEP-UFRN.

Mariana Rodrigues de Almeida, professora do Departamento de Engenharia de Produção da UFRN, foi a vencedora do Prêmio POP Ciência 2026, concedido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O anúncio, que reconhece o impacto social e educacional do Projeto Meninas no Espaço na categoria Diversidade na Ciência, foi oficializado na terça-feira, 06/10/2026, consolidando a relevância da iniciativa para a equidade de gênero no país.

A premiação coroa uma trajetória dedicada a transformar a realidade de alunas da rede pública. Por meio de uma abordagem que conecta conhecimentos sobre a Terra — como biosfera, hidrosfera e atmosfera — às vivências locais, o projeto permite que jovens rompam barreiras e visualizem carreiras na pesquisa e tecnologia.

“O reconhecimento amplia nossa responsabilidade de fortalecer essa rede. Queremos que meninas de todas as regiões entendam que podem ocupar esses espaços e produzir ciência”, afirmou a docente. O pró-reitor de pós-graduação, Rubens Maribondo, destacou que o projeto é um exemplo de como a UFRN deve dialogar com as comunidades para construir futuros mais inclusivos.

O sucesso do Meninas no Espaço é resultado de uma articulação que envolve a Agência Espacial Brasileira (AEB), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Secretaria de Estado da Educação do Rio Grande do Norte (SEEC/RN).

Para Mariana Pimenta, estudante beneficiada pela iniciativa, o projeto vai além dos muros da escola. “Ele mudou a forma como vejo as minhas próprias possibilidades. A ciência deixou de ser algo distante para se tornar uma realidade palpável”, declarou a jovem sobre o impacto do trabalho.

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