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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Economia

Comércio exterior do RN atinge US$ 1,3 bilhão e registra salto de 22% em 2026

O volume movimentado entre janeiro e setembro de 2026 reafirma a força exportadora do Rio Grande do Norte, com destaque para a liderança do ouro na balança comercial.

Gráfico ou visualização sobre a balança comercial do Rio Grande do Norte
Estado registra US$ 102,9 milhões em exportações no mês de novembro / Foto: Sandro Menezes/Assecom

O comércio exterior do Rio Grande do Norte consolidou um resultado expressivo ao movimentar mais de US$ 1,3 bilhão entre janeiro e setembro de 2026, conforme dados detalhados nesta sexta-feira, 09/10/2026, pelo 24º Boletim da Balança Comercial. A marca, obtida pela soma de exportações e importações, reflete um crescimento robusto de 22% em comparação ao mesmo período de 2025, impulsionando a economia estadual e fortalecendo a presença dos produtos locais no mercado global.

Os números, consolidados a partir de informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), evidenciam a solidez das trocas comerciais. Somente em setembro de 2026, o estado alcançou um superávit de US$ 58,3 milhões, consolidando o terceiro melhor saldo comercial entre os entes federativos do Nordeste no mês. No acumulado anual, esse saldo registrou uma ascensão expressiva de 46% em relação aos nove meses iniciais de 2025.

Na pauta exportadora, o ouro manteve a posição de liderança absoluta em setembro, atingindo US$ 34,4 milhões em vendas. O setor de fruticultura também se destacou: a comercialização de melancias frescas somou US$ 12,7 milhões, enquanto os melões frescos contribuíram com US$ 9,7 milhões. Complementando o ranking, outros óleos combustíveis e minérios de tungstênio movimentaram, respectivamente, US$ 7,4 milhões e US$ 3 milhões. O conjunto desses cinco produtos foi responsável por 78,5% do valor total das exportações potiguares no mês.

A força comercial do Rio Grande do Norte ecoou em mercados internacionais estratégicos. O Canadá liderou como principal destino, adquirindo US$ 30,6 milhões em produtos, seguido por Países Baixos (US$ 21,8 milhões), Reino Unido (US$ 9,9 milhões), Suíça (US$ 4,6 milhões) e Estados Unidos (US$ 3,9 milhões). Esses parceiros concentraram 82,7% de todas as exportações estaduais em setembro.

No cenário das importações, a demanda interna foi suprida principalmente pelo trigo e suas misturas com centeio, que movimentaram US$ 5,3 milhões. Também apresentaram relevância o poli(cloreto de vinila), além de produtos industrializados como queijos tipo mussarela, caixas de papel ou cartão e conversores elétricos estáticos. A China liderou a origem das importações com US$ 8,4 milhões, seguida pela Argentina (US$ 7,8 milhões) e Espanha (US$ 2,5 milhões).

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