Empresa australiana avalia reativação de mina histórica no Rio Grande do Norte
A Gold Mountain firmou acordo de exclusividade para analisar a antiga mina Malhada do Angico, buscando garantir o fornecimento estratégico de tungstênio.
A mineradora Gold Mountain assegurou o direito de avaliar a viabilidade técnica e a possível aquisição da área da antiga mina Malhada do Angico, localizada no Seridó, Rio Grande do Norte. O acordo, anunciado nesta segunda-feira, 05/10/2026, marca um movimento estratégico de exploração em uma região historicamente relevante pela produção de tungstênio durante a Segunda Guerra Mundial.
O empreendimento abrange uma área de 857 hectares nas proximidades de Parelhas. A decisão de buscar o ativo ocorre em um momento de valorização do mineral, impulsionado pela necessidade das nações ocidentais em reduzir a dependência da China, que controla a maior parte da produção global. O tungstênio é essencial para a indústria de alta tecnologia, incluindo os setores aeroespacial, semicondutores e de defesa.
A negociação envolve um aporte de R$ 1 milhão pela exclusividade de 12 meses, período no qual a companhia conduzirá análises regulatórias e técnicas. O valor total pode alcançar R$ 3 milhões caso a Gold Mountain decida pela compra e as etapas contratuais sejam cumpridas. A continuidade do negócio depende diretamente da Agência Nacional de Mineração (ANM), que analisa o Relatório Final de Pesquisa apresentado em 2016 e o trâmite de transferência dos direitos minerários.
Apesar da fase de avaliação, a Gold Mountain já iniciou operações preliminares, incluindo a análise de rejeitos deixados pela antiga exploração da Mineração Fluminense. Segundo David Evans, diretor-executivo da companhia, o cronograma prevê uma campanha de sondagem diamantada para investigar a continuidade da mineralização em até 120 metros de profundidade, condicionada à obtenção das devidas licenças ambientais.

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