Gasolina mantém estabilidade no Brasil sob efeito de novas medidas
O valor do combustível permanece estável desde abril, com o governo federal ampliando a desoneração de impostos para mitigar o impacto da guerra no Oriente Médio.
O preço médio da gasolina comum no Brasil apresenta relativa estabilidade, oferecendo um alívio ao orçamento das famílias diante da volatilidade do mercado internacional de petróleo. A trajetória de contenção de preços consolidou-se desde abril, conforme aponta levantamento da CNN Brasil baseado em dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), em um cenário influenciado diretamente pelo conflito no Oriente Médio.
Nesta segunda-feira, 11/10/2026, observa-se que, após uma escalada expressiva em março, o combustível registrou um recuo gradual. Na primeira semana de abril, o valor médio nacional era de R$ 6,77 por litro, encerrando a semana de 4 a 10 de outubro em R$ 6,54, uma redução acumulada de 3,4% no período.
A estratégia para manter os valores sob controle envolve uma série de intervenções do governo federal. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, reforçou nesta sexta-feira, 09/10/2026, a nova rodada de desoneração que zera os tributos federais sobre o produto por 30 dias. A expectativa oficial é que essa medida, que eleva o abatimento de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro, chegue efetivamente ao bolso do consumidor final.
Desde que as tensões globais pressionaram os custos em março, o Executivo adotou diferentes mecanismos, que variaram de subvenções a produtores até ajustes tributários estruturais. O impacto fiscal estimado para as novas ações é de R$ 5,2 bilhões no próximo mês, uma tentativa de isolar o mercado interno das flutuações geopolíticas. O governo mantém, contudo, um posicionamento de vigilância contra possíveis abusos nos repasses feitos pelas distribuidoras.

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