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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Economia

Indústria do RN registra alta em agosto, mas lidera queda acumulada no País

Após dez meses de perdas, produção industrial potiguar avança 0,1% em agosto de 2026, impulsionada pelo setor têxtil, apesar de ainda amargar o pior desempenho nacional no acumulado do ano.

Operárias trabalhando em máquinas de costura dentro de uma fábrica têxtil.
Trabalhadoras em fábrica de vestuário, setor que impulsionou o crescimento potiguar em agosto. · Foto: José Aldenir

A produção industrial do Rio Grande do Norte interrompeu uma sequência de dez meses de resultados negativos ao registrar um avanço de 0,1% em agosto de 2026, na comparação com o mesmo mês de 2025. A decisão de análise técnica, consolidada pela Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada nesta sexta-feira, 09/10/2026, coloca o Estado em um cenário de recuperação isolada no Nordeste, sendo o único da Região a apresentar variação positiva no período.

Embora o dado traga um alento aos indicadores estaduais, o impacto social da instabilidade industrial permanece evidente. Com uma queda acumulada de 10,7% entre janeiro e agosto de 2026, a indústria potiguar ainda enfrenta o desafio de reverter o pior desempenho entre todos os locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse cenário reflete diretamente na economia local, onde a variação dos níveis de produtividade afeta a sustentabilidade dos negócios e a segurança financeira de milhares de famílias dependentes do setor.

O desempenho positivo de agosto de 2026 foi sustentado, majoritariamente, pelo segmento de confecção de artigos do vestuário e acessórios, que expandiu 33%. Este setor atua como um motor de resiliência, acumulando alta de 41,5% no ano. Em contrapartida, os setores de fabricação de produtos alimentícios, com queda de 12,1%, e de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, com recuo de 5%, seguem exercendo forte pressão negativa sobre a média estadual. No período de 12 meses, a indústria do Rio Grande do Norte acumula retração de 8,1%.

A Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional atua como um termômetro técnico da atividade fabril, mas a reversão do quadro atual depende da disseminação do crescimento para além do setor têxtil. Enquanto o País enfrentou uma queda média de 1,2% em agosto, o Rio Grande do Norte tenta encontrar um caminho de estabilidade, condicionada ao comportamento dos segmentos de maior peso na balança produtiva.

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