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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Economia

Rio Grande do Norte avança no licenciamento de nove projetos de baterias BESS

Estado busca reduzir cortes de geração renovável e atrair investimentos com nova regulação para sistemas de baterias.

Baterias de armazenamento de energia BESS instaladas em parque renovável.
Modelo de bateria BESS em contêiner entre painéis solares e aerogeradores. · Foto: Reprodução/Internet

O governo do Rio Grande do Norte avança no licenciamento de nove projetos voltados à instalação de sistemas de armazenamento de energia em baterias, conhecidos pela sigla BESS. A iniciativa, que tramita no Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), visa mitigar os cortes de geração eólica e solar, garantindo maior aproveitamento da capacidade energética instalada no Estado, conforme discutido nesta sexta-feira, 23 de outubro de 2026.

A tecnologia BESS permite o armazenamento de excedentes de energia produzidos em horários de baixa demanda ou restrição operacional, permitindo seu despacho em momentos de maior necessidade. O interesse pelo licenciamento cresceu significativamente após a aprovação da Resolução nº 01/2026 do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Conema) em abril, que estabeleceu diretrizes claras para o setor.

Segundo a secretária-adjunta de Desenvolvimento Econômico do Estado, Emília Casanova, o Rio Grande do Norte se posiciona ao lado de estados como Rio Grande do Sul, Bahia, Ceará e Piauí ao criar um marco regulatório que atrai segurança aos empreendedores. A expectativa, corroborada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), é que a medida possa reduzir entre 40% e 50% as perdas por cortes de geração, embora a infraestrutura de transmissão continue como ponto de atenção.

O cenário de crise no escoamento de energia tem pressionado por soluções imediatas. Até outubro, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) registrou 568 manifestações de usinas potiguares buscando compensação por cortes, totalizando cerca de R$ 780 milhões em perdas estimadas. A necessidade de previsibilidade para o setor é reforçada por entidades como a Associação Brasileira de Armazenamento de Energia (Absae), presidida por Fábio Monteiro, que defende que o BESS é peça-chave para a viabilidade financeira e operacional das renováveis.

O tema é central na 7ª edição do Energy Storage Brasil, sediado na Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), em Natal. Durante o evento, especialistas também debatem a sinergia entre o armazenamento e a instalação de data centers, setor que já possui três projetos licenciados pelo Idema, sinalizando uma nova frente de demanda por energia limpa no território potiguar.

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