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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Economia

Setor do camarão projeta produção recorde e busca liderança com nova lei no RN

Com expectativa de alcançar 240 mil toneladas em 2026, produtores focam em processamento industrial e na interiorização da atividade para acessar novos mercados.

Produção de camarão em viveiros no Rio Grande do Norte
O Rio Grande do Norte busca ampliar a produção por meio da interiorização. Foto: Reprodução

A produção brasileira de camarão cultivado caminha para atingir a marca de 240 mil toneladas em 2026, impulsionada por um forte apetite do mercado interno. Esse cenário de crescimento será debatido em 21/10/2026 durante a organização da 22ª Feira Nacional do Camarão (FENACAM’26), evento que ocorre de 17 a 20 de novembro no Centro de Convenções de Natal.

O consumo per capita de camarão no Brasil saltou de 0,4 quilo em 2016 para 1,1 quilo em 2025, um avanço que garante competitividade ao produto nacional. Para o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), Itamar Rocha, a valorização do mercado doméstico é o pilar que sustenta a expansão da carcinicultura no país.

No cenário estadual, o Rio Grande do Norte busca recuperar a liderança nacional, perdida para o Ceará. Embora o Ceará tenha produzido 125 mil toneladas em 2025 contra 43 mil toneladas do RN, a implementação da Nova Lei da Interiorização da Carcinicultura Potiguar é vista como o diferencial para virar o jogo. A legislação facilita a expansão da atividade para o interior, aproveitando recursos hídricos e infraestrutura renovável, o que também gera oportunidades para pequenos e médios produtores.

Durante a FENACAM’26, o setor pretende traçar estratégias para equilibrar a comercialização. Atualmente, 75% do camarão é vendido fresco, mas a meta da ABCC é atingir uma divisão de 50% entre produto fresco e processado. O aumento do processamento é visto como essencial para elevar o tempo de conservação e alcançar cerca de 5.250 municípios brasileiros de pequeno porte que ainda não são atendidos regularmente.

Apesar da robustez interna, o setor ainda enfrenta entraves para a exportação, como a necessidade de maior apoio financeiro e a falta de indústrias habilitadas para o mercado externo. Contudo, Itamar Rocha reforça que o diferencial do Brasil reside na qualidade e na competitividade dos camarões de pequeno e médio porte, ideais para a demanda global.

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