Setores produtivos do RN cobram previsibilidade e investimentos para o próximo ciclo
Entidades como Fiern e Fecomércio-RN entregaram propostas para o período de 2027 a 2030, focando em ajuste fiscal e fomento às empresas locais.
Representantes dos setores produtivos do Rio Grande do Norte estabeleceram um conjunto de prioridades para o próximo ciclo de governo, nesta segunda-feira, 26/10/2026, visando impulsionar a economia regional. O pleito, que reúne demandas por responsabilidade fiscal, segurança jurídica e melhoria na infraestrutura, busca garantir que a próxima gestão estadual converta diretrizes em medidas concretas para a geração de emprego e renda.
A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-RN) apresentaram aos candidatos o planejamento estratégico para o quadriênio 2027 a 2030. Entre os eixos centrais estão o controle rigoroso das despesas públicas e a ampliação de Parcerias Público-Privadas (PPPs), fundamentais para destravar gargalos logísticos e assegurar a segurança hídrica necessária ao desenvolvimento.
Para Roberto Serquiz, presidente da Fiern, a volatilidade atual compromete a expansão empresarial. Ele defende a necessidade de um ambiente governamental pautado pela previsibilidade e pelo diálogo contínuo. Paralelamente, o setor de comércio e serviços da Fecomércio-RN aposta na qualificação profissional e na conectividade aérea como motores para tornar o turismo do RN mais competitivo.
No segmento do agronegócio, a Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do RN (Faern) reforça a urgência de infraestrutura e acesso a crédito. Em outubro, a entidade submeteu propostas que abrangem 12 cadeias produtivas, visando dar maior robustez à economia do interior.
O foco nos pequenos negócios também ganha destaque com o posicionamento do superintendente do Sebrae-RN, Zeca Melo. Ele enfatiza que a eficácia da Lei Geral da Microempresa é vital e exige governança rigorosa. Segundo Melo, o desenvolvimento regional depende menos de novas normas e mais da aplicação prática das leis existentes, simplificando a jornada do empreendedor potiguar.

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