Tecnologia impulsiona competitividade da indústria têxtil no Rio Grande do Norte
O Programa NE 4.0 da Sudene modernizou 30 empresas potiguares, otimizando fluxos produtivos e reduzindo custos operacionais.
A modernização dos processos fabris tem transformado a realidade das empresas têxteis no Rio Grande do Norte, resultando em ganhos expressivos de produtividade, redução de despesas e profissionalização da gestão. A mudança, consolidada por meio da digitalização, é uma estratégia vital para a sobrevivência e expansão do segmento no mercado competitivo atual.
No cenário potiguar, exemplos práticos demonstram o sucesso da transição digital. A Matersol, sediada na zona Norte de Natal, registrou um aumento de 34% em suas vendas e uma redução de 17% nos custos operacionais desde que implementou, em fevereiro de 2026, um software avançado de monitoramento. Já em Cerro Corá, a Zaja Confecções reportou um ganho de 25% na velocidade de produção, otimizando o controle desde o estoque até a saída final das peças.
Essa escalada tecnológica foi impulsionada pelo Programa NE 4.0, uma iniciativa da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), em parceria com a Federação das Indústrias do RN (Fiern) e o Instituto Metrópole Digital (IMD) da UFRN. O projeto, que concluiu suas atividades em agosto de 2026, atendeu 30 empresas potiguares e estruturou 20 projetos de inovação focados em automação e Business Intelligence (BI).
Para a diretora-executiva da Matersol, Déborah Sayonara, a ferramenta é o cérebro da operação. "Todos os dados relacionados a compras, produção e informações dos setores financeiro e comercial estão reunidos em uma única Demonstração do Resultado do Exercício. Basicamente, é um painel que nos permite tomar decisões para qualquer área da empresa", explica.
O impacto socioeconômico é significativo, considerando que a cadeia têxtil é o maior empregador da indústria de transformação no Rio Grande do Norte, mantendo mais de 20 mil postos de trabalho formais. Com um PIB superior a R$ 1 bilhão por ano e uma massa salarial de R$ 706 milhões, o setor reforça a necessidade de contínuo investimento em capacitação técnica e digitalização para manter o RN como um polo industrial relevante no Nordeste.

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