Donald Trump intensifica ações judiciais contra Estados antes das Midterms
O governo federal amplia a pressão sobre autoridades locais em disputas cruciais para o controle do Senado e do Congresso nos EUA.
O governo de Donald Trump intensificou uma série de manobras jurídicas contra Estados norte-americanos, uma estratégia adotada para influenciar o equilíbrio de poder em Washington nas eleições de meio de mandato, conhecidas como Midterms. Esta ofensiva, que ganha contornos de intervenção federal inédita, visa garantir vantagens eleitorais em um momento decisivo para a governabilidade do país.
No Alasca, o Departamento de Justiça protocolou, na quinta-feira, 29 de outubro de 2026, uma ação judicial revisada. O objetivo é impedir a certificação de resultados caso a disputa pelo Senado, considerada vital para os republicanos, termine com uma margem apertada. A medida cita denúncias do New York Times sobre um suposto uso de candidatos com nomes similares para confundir o eleitorado, manobra atribuída ao Partido Democrata.
Paralelamente, na Califórnia, o Departamento de Justiça endureceu sua postura contra autoridades estaduais ao emitir intimações. Segundo documentos analisados pela Reuters, a ação faz parte de uma investigação criminal sobre o suposto voto de não cidadãos, gerando um clima de apreensão entre gestores locais.
A tensão atinge o auge à medida que o dia 3 de novembro se aproxima, data em que o país definirá os rumos das câmaras legislativas. A administração local das eleições, garantida pela Constituição dos EUA, enfrenta agora uma pressão crescente vinda de Washington, com autoridades em diversos Estados antecipando novas batalhas nos tribunais.
O impacto dessas decisões transcende o pleito imediato. A disputa no Alasca é apenas uma das dez contestações acirradas que podem paralisar o controle do Senado por semanas. Caso o Partido Democrata conquiste a maioria no Congresso, o cenário político para os dois últimos anos de mandato de Donald Trump mudará drasticamente, permitindo a abertura de investigações administrativas e uma pressão renovada para o fim da guerra no Irã.

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