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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
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Política

André Mendonça ordena que CUT exclua postagens sobre Flávio Bolsonaro

Ministro do TSE atende pedido da campanha de Flávio Bolsonaro para remoção de conteúdos digitais que associam o candidato a milícias e promessas de mudanças trabalhistas.

Foto do ministro do TSE André Mendonça durante sessão de julgamento.
Ministro André Mendonça em sessão do TSE. · Foto: undefined

O ministro André Mendonça, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), determinou a remoção de cinco publicações digitais realizadas pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) contra o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A decisão, expedida neste domingo, 11/10/2026, atende a um pedido formalizado pela defesa do candidato, visando conter o que classificou como propagação de informações infundadas durante o período de campanha.

A medida impõe um limite claro ao debate político digital, refletindo o embate entre a liberdade de expressão e a preservação da imagem dos candidatos. Entre os conteúdos que devem ser excluídos, destaca-se uma postagem que associa o candidato ao "Escritório do Crime" e a grupos paramilitares, utilizando imagens de Adriano da Nóbrega e referências ao caso Marielle Franco. A determinação judicial busca impedir que associações criminais sem sentença transitada em julgado influenciem o voto do eleitorado.

Outros materiais visados pela decisão incluem críticas a propostas econômicas e sociais do PL. Publicações que sugeriam o congelamento do salário mínimo, a desvinculação de aposentadorias ou a extinção da folga semanal dos trabalhadores, sob a alegação de uma suposta "perspectiva de extinção da escala de trabalho 6x1", também estão proibidas. Além disso, a justiça determinou a remoção de um conteúdo que afirmava que o Pix seria desativado caso o candidato fosse eleito, sob o argumento de uma suposta submissão aos Estados Unidos.

A decisão possui caráter provisório e cabe recurso pelas partes interessadas. A neutralidade do processo eleitoral está no centro do debate, e a Corte busca assegurar que a desinformação não comprometa o equilíbrio da disputa. Até o momento, a CUT não enviou um posicionamento oficial sobre o cumprimento da ordem ou possíveis recursos.

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