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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Ataques de Álvaro a Allyson travam apoio do PL no segundo turno

Críticas severas feitas durante a campanha sobre a gestão em Mossoró e investigações da Polícia Federal tornam improvável uma aliança entre os dois candidatos.

A definição do posicionamento de Álvaro Dias (PL) para o segundo turno das eleições, sacramentada como dilema estratégico nesta quinta-feira, 08/10/2026, vai além da simples escolha entre Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu de Lula (PT). Para o político, que encerrou a primeira etapa do pleito com 530.580 votos, qualquer sinalização de apoio a Allyson Bezerra exigiria uma retratação pública de uma narrativa construída à base de ofensas e denúncias.

O peso dessa definição ganhou contornos de urgência com o resultado das urnas, que colocou Allyson Bezerra na disputa final com 733.809 votos, frente aos 718.300 votos de Cadu de Lula. A necessidade de coerência política, contudo, é o principal entrave. Durante a campanha, Álvaro Dias rotulou o adversário como "farsante" e "embusteiro", além de questionar reiteradamente a capacidade administrativa de Allyson Bezerra na Prefeitura de Mossoró.

A estratégia de ataque escalou durante os debates realizados pelo Grupo Dial e pela Band RN. Nesses momentos, Álvaro Dias trouxe ao centro da discussão a Operação Mederi, investigação conduzida pela Polícia Federal que apurou irregularidades em contratos de medicamentos na gestão de Allyson Bezerra. Ao confrontar o oponente, o candidato do PL chegou a questionar a apreensão de aparelhos celulares e a integridade da administração municipal.

A tensão entre as partes não se limitou ao período eleitoral. Mesmo após a definição do segundo turno, Álvaro Dias reforçou suas críticas, classificando o adversário como "péssimo gestor". Essa insistência, acompanhada da defesa de uma posição de neutralidade por parte de Álvaro, sinaliza que o custo político de uma aliança poderia corroer a credibilidade construída junto aos seus mais de 530 mil eleitores.

Atualmente, o impasse reflete não apenas o embate regional, mas as articulações nacionais do PL. A decisão final, embora não tenha prazo fatal fixado para a neutralidade, forçará Álvaro Dias a medir o peso de suas próprias palavras: o desafio político reside em justificar, perante o eleitorado, como um nome anteriormente tratado como "farsante" poderia ser legitimado como um aliado viável para o Governo do Estado.

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