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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Brasileiros na Nova Zelândia iniciam votação do segundo turno das eleições 2026

Mais de 918 mil eleitores estão aptos a votar em 186 cidades ao redor do mundo. A votação no exterior é restrita ao cargo de presidente da República.

Urnas de votação e eleitores brasileiros na Nova Zelândia.
Seções eleitorais em Wellington, na Nova Zelândia, foram as primeiras a abrir para o segundo turno. · Foto: Luiz Roberto/TSE

Brasileiros residentes na Nova Zelândia deram início à votação do segundo turno das eleições 2026, exercendo seu direito ao voto logo nas primeiras horas de abertura das seções eleitorais. O processo democrático foi inaugurado às 16 horas deste sábado, 24 de outubro de 2026 (horário de Brasília), na capital Wellington, onde 3,1 mil cidadãos estão aptos a depositar suas cédulas eletrônicas.

A organização do pleito, que abrange 918,8 mil eleitores distribuídos por 186 cidades, é coordenada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Conforme as normas vigentes, os brasileiros que residem fora do País participam da escolha apenas para o cargo de presidente da República. As seções funcionam conforme o horário local, seguindo o cronograma estabelecido pelas autoridades consulares.

Enquanto a Nova Zelândia lidera o início da votação, as últimas urnas a serem encerradas estarão situadas em São Francisco e Los Angeles, nos Estados Unidos, além de Vancouver, no Canadá. Essas localidades possuem um fuso horário atrasado em quatro horas em relação à capital brasileira.

O cenário deste ano reflete um crescimento expressivo na participação democrática, com um aumento de mais de 30% no eleitorado residente no exterior em comparação aos dados de quatro anos atrás. O maior contingente de votantes encontra-se em Lisboa, Portugal, com 78 mil registros, seguido por Boston, nos Estados Unidos, e Porto, em Portugal.

Apesar da robustez numérica, o Tribunal Superior Eleitoral monitora com atenção as taxas de abstenção. Historicamente, o eleitorado fora do País apresenta índices significativos de não comparecimento, sendo que, no primeiro turno deste ciclo, 63% dos brasileiros aptos não compareceram às urnas. A participação cívica, mesmo a milhares de quilômetros de distância, permanece como um pilar essencial para a representatividade política da nação.

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