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Adailton Gonçalves
Por Adailton Gonçalves
Notícias de Parnamirim e região
Política

Campanha de Lula aciona TSE e ANPD por suposta interferência da Meta

Petistas apontam falhas no Instagram e algoritmos que favoreceriam Flávio Bolsonaro a 15 dias do 2º turno.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva participando de agenda política.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento de campanha. · Foto: Divulgação

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu levar ao Tribunal Superior Eleitoral e à ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) denúncias de suposta interferência da Meta no processo eleitoral de 2026. A medida, anunciada neste sábado, 10/10/2026, foi motivada por uma sucessão de falhas técnicas identificadas nas plataformas da empresa, que, segundo a legenda, prejudicam a distribuição de conteúdos favoráveis ao atual presidente.

O secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, detalhou que as restrições ao impulsionamento de publicações e a oscilação no alcance de postagens impactam diretamente a comunicação com o eleitorado, a apenas 15 dias do 2º turno. Para a campanha, tais entraves colocam em xeque a lisura da disputa contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), levantando suspeitas de que o algoritmo da Meta possa estar atuando de forma deliberada em benefício do adversário.

A preocupação da coligação Brasil Pronto pra Mais extrapola a técnica e toca na integridade democrática. Integrantes do Palácio do Planalto, incluindo o ministro da Secom, Sidônio Palmeira, e o secretário de Políticas Digitais, João Brant, reforçam que o controle dessas plataformas por empresas transnacionais desafia a soberania nacional ao influenciar o debate político. Camilo Santana (PT-CE), novo coordenador da campanha, destacou que a ausência de justificativas plausíveis pela Meta cria um desequilíbrio perigoso no momento decisivo da votação.

O episódio se soma a uma série de embates prévios, como a desativação da conta de anúncios de Lula durante o 1º turno e dificuldades de busca por perfis petistas registradas ainda em dezembro de 2025. Enquanto a Meta alega tratar-se de problemas técnicos globais, a campanha de Lula sustenta que não há evidências de que outros perfis tenham sofrido impactos idênticos no Brasil. O caso segue sob análise das autoridades eleitorais, que deverão verificar se houve prática de conduta abusiva na distribuição de propaganda digital.

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